Mobilização dos petistas do Nordeste garante a reação de Lula no 2º turno
O Nordeste foi decisivo para a virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
A região garantiu ao petista uma vantagem de quase 14 milhões de votos sobre o adversário neste domingo, 25, consolidando-se como a principal base eleitoral da reeleição deste ano.Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, Lula intensificou a estratégia de comunicação nas redes sociais e a mobilização política no Nordeste.
O alerta havia sido aceso pelos resultados da primeira etapa: em comparação com 2022, o petista perdeu votos em seis dos nove estados nordestinos.Com o encerramento das disputas pelos governos estaduais, lideranças petistas da Bahia, do Ceará e do Piauí foram convocadas para reforçar a articulação regional.
O senador eleito Rui Costa (BA), o senador Camilo Santana (CE) e o governador reeleito Rafael Fonteles (PI) assumiram a linha de frente da mobilização, em um movimento que acompanhou o crescimento da votação de Lula.Entre os dias 4 e 25 de outubro, o petista passou de 21.494.584 para 24.450.432 votos no Nordeste, um aumento de aproximadamente 2,95 milhões.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, avançou de 10.398.973 para 10.796.736 votos, crescimento de cerca de 398 mil.
Para se ter ideia, da vantagem nacional do presidente reeleito contra Flávio de 4,4 milhões de votos, 57,73% foi construída no Nordeste.Tratando sobre os estados “lulistas”, em termos proporcionais, o Piauí registrou o maior percentual de votos válidos para Lula no país, com 75,9%.
A Bahia, quarto maior colégio eleitoral brasileiro, também se destacou, destinando 71,3% dos votos válidos ao presidente.
Trio nordestino ganha força no PT nacionalCamilo Santana, Rui Costa e Rafael Fonteles ampliaram sua participação na coordenação da campanha durante o segundo turno, após a vantagem de Flávio Bolsonaro na primeira etapa.
Segundo aliados, o trio contribuiu para uma nova dinâmica na candidatura, combinando planejamento estratégico e mobilização nas ruas.Camilo, que havia articulado a reeleição de Elmano de Freitas (PT) ao governo do Ceará no primeiro turno, passou a coordenar a elaboração de propostas e a produção de conteúdos para a comunicação nacional.
O senador também adotou uma rotina de coletivas diárias para apresentar atualizações sobre a campanha.Ex-governador do Ceará por dois mandatos e ex-ministro da Educação, Camilo desponta, segundo avaliações de aliados, como um dos nomes cotados para assumir a Casa Civil no quarto mandato de Lula.
Camilo Santana e Lula - Foto: Tiago Moura | Flickr Rafael Fonteles, por sua vez, atuou na estratégia de comunicação e na preparação do presidente para os debates televisivos.
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