Flávio Bolsonaro: Argentina teria negado dados à PF por ser “pessoa política exposta”
A Argentina teria se recusado a fornecer à Polícia Federal (PF) informações sobre uma possível entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no país.
Segundo a jornalista Natália Martins, do R7 , investigadores brasileiros receberam como justificativa das autoridades argentinas que “não podem passar informações de pessoa política exposta” .
A resposta foi considerada “muito estranha” por integrantes da corporação, conforme a apuração publicada nesta terça-feira (27).
O contato ocorreu depois que a PF recebeu informações sobre uma suposta saída de Flávio Bolsonaro do Brasil pela fronteira com a Argentina, na madrugada desta terça-feira.
O senador, derrotado por Lula (PT) nas eleições presidenciais de domingo (25), está proibido de deixar o território brasileiro por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com Natália Martins, os investigadores brasileiros acionaram agentes de cooperação policial argentinos para esclarecer a movimentação do senador.
A resposta, entretanto, não confirmou nem negou sua presença no país vizinho.
Resposta argentina sobre Flávio Bolsonaro causa estranhamento na PF A reação dos investigadores brasileiros está relacionada à forma como ocorreu a comunicação entre as autoridades.
Segundo a jornalista, a troca de informações nesse tipo de cooperação policial costuma acontecer diretamente entre os agentes, sem necessidade de apresentação prévia de documentos.
Desta vez, porém, a justificativa apresentada teria sido a condição de Flávio Bolsonaro como pessoa politicamente exposta, expressão utilizada para identificar indivíduos que exercem ou exerceram funções públicas relevantes.
A classificação, por si só, não confirma a existência de qualquer impedimento legal à cooperação entre autoridades policiais.
Uma disposição oficial da Direção Nacional de Migrações da Argentina estabelece que registros migratórios possuem caráter reservado, mas prevê seu compartilhamento com autoridades administrativas ou judiciais competentes, mediante solicitação e observadas as normas de proteção de dados.
O documento não esclarece se a consulta informal realizada pelos investigadores brasileiros preencheria os requisitos para o fornecimento das informações.
Também não há confirmação pública de que tenha sido apresentado um pedido formal de cooperação.
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