Senador republicano pede investigação sobre negócios da família Trump
WASHINGTON, 22 Set (Reuters) – Um senador republicano dos Estados Unidos pediu nesta terça-feira que se investigue se a família do presidente Donald Trump está lucrando com seu mandato, afirmando que qualquer percepção de que parentes estejam se aproveitando de sua posição mina a confiança no governo.
O senador John Curtis escreveu uma carta ao Comitê Judiciário do Senado solicitando uma investigação sobre as empresas de propriedade do filho mais velho de Trump, Donald Trump Jr., e sobre os pagamentos feitos por um oligarca russo para as comemorações de seu casamento nas Bahamas neste ano.
Os democratas do Congresso iniciaram uma investigação na semana passada sobre os pagamentos relacionados ao casamento.
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Não shá expectativa de uma decisão antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro.
A carta aberta é o mais recente exemplo de republicanos proeminentes que tentam criar alguma distância entre si e o presidente cada vez mais impopular a seis semanas das eleições de meio de mandato, nas quais seu partido defende majorias estreitas no Congresso dos EUA.
Os candidatos republicanos ao Senado Ashley Hinson e Mike Rogers pediram o fim imediato da guerra no Irã, um conflito impopular que elevou os preços da energia e o custo de vida — principal preocupação dos norte-americanos à medida que se aproximam as eleições.
O republicano Paul LePage, ex-governador do Maine que concorre a uma vaga na Câmara, criticou a deportação de imigrantes sem documentos promovida por Trump e argumentou que a repressão deveria se concentrar em membros de gangues e criminosos violentos.
“Não acho que seja o começo do fim”, disse o senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, a jornalistas quando questionado sobre o significado dos comentários dos candidatos.
“Mas eles precisam ter flexibilidade para expressar quaisquer preocupações reais que tenham, porque os eleitores também têm essas preocupações.” Ao contrário de Rogers, Hinson e LePage, Curtis, de Utah, autor da carta, só concorrerá às eleições em 2030.
Tillis deve se aposentar em janeiro.
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