Aumento do Bolsa Família mostra ‘desespero’ e não vai ajudar Lula, diz ex-marqueteiro de Flávio
O reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula dificilmente teria, na avaliação do publicitário Eduardo Fischer, capacidade de alterar de forma significativa o cenário eleitoral.
Ex-marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro, Fischer classificou a medida como uma tentativa de reação da campanha petista a poucas semanas do primeiro turno.
A análise foi feita durante entrevista ao programa VEJA em Foco , apresentado por Marcela Rahal. (este texto é um resumo do vídeo acima) Por que Fischer considera o reajuste uma reação eleitoral? Durante a entrevista, Fischer foi questionado sobre o que o governo Lula poderia fazer para tentar modificar o cenário da disputa presidencial.
Ele citou o aumento de 15% no valor mínimo do Bolsa Família e associou o anúncio ao momento da campanha.
“Isso aí mostra um desespero.
Faltam duas semanas para eleição”, afirmou o publicitário.
Fischer questionou ainda o momento escolhido para a medida.
“Ele devia ter feito isso o ano passado, no começo desse ano, não faltando duas semanas.” Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Continua após a publicidade O reajuste pode mudar a intenção de voto? Para Fischer, o aumento teria efeito limitado porque parte dos beneficiários do programa já estaria entre os eleitores de Lula.
O raciocínio do publicitário é que um eleitor que já pretendia votar no presidente não passaria a apoiá-lo novamente por causa do reajuste.
“Ele já está no Bolsa Família.
O que ele está fazendo? Ele vai aumentar? Não, tudo bem.
Mas eu já vou votar nele”, disse Fischer.
Na avaliação dele, portanto, a medida não criaria necessariamente novos votos para o presidente entre os beneficiários que já estariam inclinados a apoiá-lo.
Continua após a publicidade O que ele diz sobre o tempo restante da campanha? Outro argumento apresentado pelo publicitário é o curto período disponível para que o governo transforme o anúncio em resultado eleitoral.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.