Walter Salles doa R$ 100 mil para campanha de neto de Rubens Paiva
O cineasta Walter Salles, responsável pelo filme Ainda Estou Aqui , vencedor de melhor filme internacional no Oscar 2025, fez uma doação de R$ 100 mil para a campanha de Chico Rubens Paiva, neto de Rubens Paiva, deputado federal sequestrado e morto pela ditadura militar que deu origem ao longa estrelado por Fernanda Torres como Eunice Paiva e Selton Mello como Rubens.
As informações constam no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
João Francisco Paiva Avelino é sobrinho de Marcelo Rubens Paiva, um dos filhos de Rubens, que escreveu o livro Ainda Estou Aqui , publicado em 2015, e adaptado para os cinemas por Salles em 2024.
Chico é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro pelo PSB — ele havia tentado a primeira eleição em 2022, mas sem sucesso.
Walter Salles também fez uma doação de R$ 100 mil para a campanha de Manuela d’Ávila, que tenta uma vaga no Senado do Rio Grande do Sul, e mais duas doações de R$ 50 mil cada para Vilma Reis, candidata a deputada estadual na Bahia pelo PT, e o engenheiro Abidan Henrique, do PSB, que é vereador de Embu das Artes (SP) e concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Qual é a história de Ainda Estou Aqui Dirigido por Walter Salles, Ainda Estou Aqui conta a história de Eunice Paiva, mulher que precisou reconstruir a própria vida e criar os cinco filhos depois que o marido, o ex-deputado federal Rubens Paiva, foi levado por agentes da ditadura militar brasileira.
Ambientado principalmente no Rio de Janeiro dos anos 1970, o filme acompanha a transformação de uma tragédia familiar em uma longa luta por memória, verdade e justiça.
A história começa em 1970, quando Rubens e Eunice vivem com os filhos em uma casa marcada pela convivência familiar e pela presença constante de amigos.
O ambiente muda radicalmente em janeiro de 1971, quando Rubens é levado de casa por agentes do regime.
A família recebe poucas informações sobre seu paradeiro, enquanto Eunice e uma das filhas também são detidas e submetidas a interrogatórios.
Continua após a publicidade A partir desse momento, o desaparecimento de Rubens passa a determinar o destino da família.
Torturado e morto sob custódia dos militares, ele tem seu corpo ocultado pelo regime, deixando Eunice diante de uma ausência que durante anos não recebe uma explicação oficial.
Em vez de se limitar ao papel de vítima, ela começa uma trajetória de resistência em busca de informações sobre o marido e de reconhecimento da responsabilidade do Estado.
Livre após alguns dias, Eunice precisa cuidar sozinha dos cinco filhos enquanto convive com a vigilância e a repressão política.
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