Fundador da Evergrande é condenado a prisão perpétua na China
O Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen condenou nesta 5ª feira (20.ago.2026) o bilionário chinês Hui Ka Yan a prisão perpétua.
Ele é o fundador da Evergrande, que já foi a maior incorporadora imobiliária e construtora da China.
Hoje, é a empresa do setor com a maior dívida no mundo.
A corte chinesa também determinou o confisco de todos os seus bens.
Em 2017, o empresário foi considerado o homem mais rico da Ásia.
Hui Ka Yan já havia se declarado culpado de 8 acusações em abril deste ano, incluindo desvio de recursos, fraude e captação ilegal de depósitos públicos.
Na China, é comum que empresários que participaram de crimes que envolveram cifras bilionárias recebam penas duras, como a prisão perpétua e às vezes a pena de morte.
A Evergrande foi a principal empresa do setor imobiliário da China na última década.
Entrou em inadimplência em 2021, com uma dívida que soma aproximadamente US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhão).
No julgamento que resultou na condenação de Hui Ka Yan, o tribunal chinês ainda aplicou multas que somam 15,8 bilhões de yuans (R$ 12,2 bilhões) à Evergrande.
Outros executivos da Evergrande, incluindo os 2 filhos de Hui, Xu Zhijian e Xu Tenghe, também foram condenados a penas de prisão que variam de 22 meses a 18 anos.
INFLUÊNCIA NO FUTEBOL A Evergrande ficou conhecida no Brasil na década passada por ser a dona e patrocinadora do Guangzhou Evergrande, clube de futebol que dominou a China no período do “auge do futebol chinês”, quando times do país começaram a contratar astros do esporte por cifras milionárias.
Diversos atletas brasileiros chegaram a defender o Guangzhou Evergrande, como os meias Paulinho (campeão da Libertadores pelo Corinthians) e Oscar (se aposentou no ano passado no São Paulo), além de Ricardo Goulart (bi-campeão brasileiro pelo Cruzeiro).
O meia argentino Dario Conca, que fez a maior parte da carreira no Brasil e conquistou 2 campeonatos brasileiros, também jogou no Guangzhou Evergrande.
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