Supremo mantém veto a devedor contumaz em recuperação judicial
O STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou na sexta-feira (21), em Brasília (DF), a regra que impede devedores contumazes de pedir recuperação judicial.
O plenário virtual rejeitou por unanimidade uma ação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) contra a restrição.
A Corte entendeu que a medida pode atingir empresas que deixam de pagar impostos de forma reiterada como estratégia de negócio.
A OAB alegou que a proibição dificulta o acesso à Justiça e funciona como forma indireta de cobrança de tributos.
O relator, ministro Flávio Dino, rejeitou o argumento e defendeu que a proteção destinada à continuidade das empresas não deve alcançar quem incorpora a inadimplência tributária ao modelo de negócio.
Os demais ministros que participaram do julgamento acompanharam o voto.
A restrição faz parte da LC (Lei Complementar) 225/2026, que criou regras específicas para o chamado devedor contumaz.
O enquadramento depende de processo administrativo e não inclui automaticamente empresas com dificuldades financeiras temporárias.
O contribuinte pode apresentar defesa antes de receber a classificação.
Além de não poder pedir recuperação judicial, o devedor contumaz fica impedido de receber benefícios fiscais e contratar com o Poder Público.
A legislação também prevê outras restrições tributárias para empresas enquadradas nessa categoria.
Até julho, a Receita Federal havia classificado 22 pessoas jurídicas como devedoras contumazes.
A expressão é usada para uma empresa ou pessoa que deixa de pagar tributos de forma repetida e deliberada, usando a inadimplência como parte da estratégia do negócio.
Não é o mesmo caso de quem atrasa impostos por uma dificuldade financeira temporária.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.