O ajuste fiscal vem em 2027? Entenda os cenários possíveis e onde investir para aproveitar as melhores oportunidades
As contas públicas do Brasil têm causado preocupação no mercado.
De acordo com o relatório Prisma Fiscal de agosto, elaborado pelo Ministério da Fazenda, a projeção do déficit primário do governo federal, para 2026, passou de R$ 58,07 bilhões para R$ 59,15 bilhões .
Já a estimativa da dívida bruta chegou a 83% do PIB.
“ O principal risco não é uma ruptura abrupta, mas uma deterioração gradual do ambiente econômico ”, afirmam os analistas da Empiricus Research.
Eles apontam que da consolidação fiscal não avançar, o cenário pode ser marcado por menos espaço para investimentos e menor potencial de crescimento da economia.
Mas um ajuste fiscal focado em controle de despesas e melhora do resultado primário , poderia trazer alívio para a economia do país.
Pensando nisso, a Empiricus elaborou dois relatórios especiais com estratégias e investimentos para 2027 : um para caso o Brasil não promova um ajuste fiscal e outro para o cenário em que a consolidação das contas públicas acontece.
E se não promoverem um ajuste fiscal? Os analistas apontam que caso a consolidação fiscal siga sem avanços significativos, a tendência é que a dívida pública aumente ainda mais e que os prêmios exigidos pelos investidores para financiar o governo sejam elevados .
Isso manteria a Selic alta por mais tempo, inflação , real fraco e pouco espaço para valorização dos ativos de risco domésticos.
Nesse ambiente, a estratégia do investidor pode privilegiar: Reduzir a dependência doméstica com diversificação internacional, exposição cambial e ouro; Preservar a liquidez; Crédito de emissores resiliente; e Instrumentos de proteção contra alta dos juros e queda da bolsa.
E se o ajuste fiscal acontecer? Para os analistas, um ajuste fiscal crível exige a desaceleração das despesas obrigatórias, revisão de indexações e benefícios, limitação de exceções ao arcabouço e adoção de metas verificáveis .
“[O ajuste] poderia reduzir a percepção de risco do país e abrir espaço para uma dinâmica mais favorável para a economia e os mercados, com queda dos juros de longo prazo e reprecificação positiva dos ativos brasileiros”, afirmam no relatório.
Nesse caso, a carteira de investimentos pode priorizar: Ativos de renda fixa que se beneficiam da queda dos juros reais; Títulos de crédito de infraestrutura; Ativos domésticos que se beneficiam da queda dos juros.
Tudo isso sempre respeitando a diversificação e tolerância à volatilidade do perfil de cada investidor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.