Índia diz que paz na fronteira é fundamental para relações com China em meio a relatos de tensões militares
NOVA DÉLHI, 12 Ago (Reuters) - O Ministério das Relações Exteriores da Índia afirmou que a paz ao longo de sua fronteira disputada com a China é fundamental para as relações entre os vizinhos asiáticos, em meio a relatos de novas tensões militares entre as tropas dos dois países em um recanto remoto do Himalaia.
O comentário de Nova Délhi é o segundo em menos de uma semana e surge no momento em que os gigantes asiáticos, que compartilham uma fronteira longa e disputada, estão restabelecendo relações após confrontos mortais em 2020. Ele também ocorre antes da cúpula do Brics em Nova Délhi, de 12 a 13 de setembro, da qual se espera a participação do presidente da China, Xi Jinping.
“Em questões relacionadas às áreas de fronteira entre a Índia e a China, sempre enfatizamos nas discussões com a parte chinesa que consideramos essas questões da maior gravidade”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, nesta terça-feira, em uma coletiva de imprensa de rotina.
“Também afirmamos que a situação das questões fronteiriças se refletirá no estado de nossas relações bilaterais mais amplas”, acrescentou ele, respondendo a uma pergunta sobre as novas tensões militares entre os dois lados.
Os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa da China não responderam aos pedidos de comentário da Reuters.
O site de notícias indiano ThePrint informou, após a coletiva do Ministério das Relações Exteriores, que patrulhas dos Exércitos indiano e chinês se depararam no final de julho perto de Taksing, uma remota vila fronteiriça no distrito de Upper Subansiri, em Arunachal Pradesh, na fronteira com o Tibete.
A China reivindica Arunachal Pradesh, que chama de Zangnan, como parte do sul do Tibete. A Índia afirma que o Estado é parte integrante e inalienável de seu território.
O incidente teria ocorrido a 2,5km dentro do território controlado pela Índia no Himalaia oriental, e os chineses se retiraram posteriormente. No entanto, no início de agosto, os chineses retornaram à área e montaram algumas barracas, segundo a reportagem.
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