O novo ‘cabo eleitoral’ de Lula que pode mexer com a disputa pelo Planalto
A confirmação de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas , no litoral do Amapá, recolocou a exploração petrolífera no centro do discurso do presidente Lula .
No Ponto de Vista , apresentado por Laísa Dall’Agnol, o colunista de Radar Robson Bonin classificou como “meramente eleitoreira” a imagem construída em torno do anúncio e comparou o episódio à exploração política das descobertas do pré-sal em outras campanhas presidenciais (este texto é um resumo do vídeo acima) .
A descoberta foi anunciada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante entrevista em Oiapoque.
“Nós fizemos uma descoberta de petróleo no Amapá.
Mais do que isso, fizemos uma descoberta e pegamos o óleo na mão”, afirmou.
Segundo ela, o poço está localizado a 185 quilômetros de Oiapoque e a 580 quilômetros da foz do Amazonas.
A executiva afirmou ainda que a perfuração continuará e relacionou a busca por novas reservas à necessidade de sustentar a produção brasileira depois do pico esperado do pré-sal.
Lula, por sua vez, recuperou uma expressão utilizada no período da descoberta do pré-sal e afirmou que o novo petróleo pode representar um “passaporte para o futuro” do país.
No discurso exibido pelo programa, o presidente também defendeu que a exploração de petróleo não representa abandono da busca por biocombustíveis e outras fontes renováveis.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Continua após a publicidade Por que Bonin vê uma estratégia eleitoral no anúncio? Questionado sobre o impacto político da descoberta às vésperas das eleições, Bonin foi categórico.
“É uma imagem meramente eleitoreira”, afirmou.
Para o colunista, a associação entre petróleo, desenvolvimento econômico e futuro do país recupera uma estratégia já utilizada por Lula.
“Fala-se muito de que o terceiro mandato do presidente Lula é um conjunto de velhas ideias.
A ideia de se fantasiar com macacão de petroleiro e sujar a mão de petróleo e anunciar de novo o nosso ‘passaporte pro futuro’ é algo que cheira a mofo”, disse Bonin.
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