Lucro da Xiaomi cai 42,6% e atinge US$ 923 milhões no 2º trimestre
A Xiaomi teve lucro líquido ajustado de US$ 923,05 milhões (6,22 bilhões de yuans) no segundo trimestre de 2026, queda de 42,6% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia em seu balanço trimestral. Este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre.
O lucro ajustado caiu 42,6% em um ano, para US$ 923,05 milhões (6,22 bilhões de yuans) no trimestre. A companhia atribui o resultado ao aumento expressivo do custo de componentes-chave, como os de memória, à intensificação da concorrência no setor e a incertezas geopolíticas, fatores que pressionaram as margens. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando o lucro ajustado foi de US$ 900,79 milhões (6,07 bilhões de yuans), houve alta de 2,4%.
Considerando também os efeitos não recorrentes do período, o lucro líquido contábil foi de US$ 1,4 bilhão (9,46 bilhões de yuans), queda de 20,3% em um ano . Ante o primeiro trimestre de 2026, quando somou US$ 701,93 milhões (4,73 bilhões de yuans), o avanço foi de 99,9%, impulsionado por ganhos maiores com variações no valor justo de instrumentos financeiros, segundo a companhia.
A receita líquida somou US$ 16,16 bilhões (108,92 bilhões de yuans) no trimestre, recuo de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025. O segmento de veículos elétricos inteligentes, inteligência artificial e outras novas iniciativas cresceu 17,1%, para US$ 3,70 bilhões (24,90 bilhões de yuans), enquanto o segmento de smartphones e produtos conectados (AIoT) recuou 11,3%, para US$ 12,47 bilhões (84,03 bilhões de yuans).
Os embarques globais de smartphones da Xiaomi caíram 26,5% em um ano, para 31,2 milhões de unidades. Segundo a companhia, a retração decorre da otimização do portfólio de produtos, com redução dos aparelhos de linha intermediária e básica, além do enfraquecimento da demanda global provocado pelo aumento no preço dos componentes-chave. O preço médio de venda dos smartphones, por outro lado, subiu 25,9% em um ano, para US$ 200,49 (1.351 yuans) por unidade, uma máxima histórica.
O segmento de veículos elétricos teve receita de US$ 3,7 bilhões (24,9 bilhões de yuans) no trimestre, alta de 17,1% em um ano. A Xiaomi entregou 104.199 veículos no período, aumento de 28,2% em relação ao mesmo trimestre de 2025, mesmo com o mercado geral de veículos de passeio na China continental em queda de 22% no período, segundo dados citados pela companhia. O segmento teve prejuízo operacional de US$ 385,84 milhões (2,6 bilhões de yuans) no trimestre.
A margem bruta da companhia foi de 19,8% no trimestre, ante 22,5% no mesmo período de 2025. A queda reflete o aumento no preço de componentes-chave, sobretudo de memória, que pressionou tanto a margem do segmento de smartphones e AIoT (de 21,6% para 20,0%) quanto a do segmento de veículos elétricos (de 26,4% para 19,2%).
Os investimentos (capex) da Xiaomi somaram US$ 537,21 milhões (3,62 bilhões de yuans) no trimestre, dos quais US$ 353,19 milhões (2,38 bilhões de yuans) foram destinados ao segmento de veículos elétricos, inteligência artificial e outras novas iniciativas.
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