Bolsas mundiais recuam com petróleo acima de US$ 90 e temor por inflação
As bolsas de valores da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em queda nesta terça-feira (18) pressionadas pela alta do petróleo e pelo medo da inflação global. O cenário negativo também reflete nos papéis da Europa e na pré-abertura de Wall Street.
O índice Nikkei, de Tóquio, liderou as perdas na região com recuo de 2,54%, aos 67.460,73 pontos. O recuo reflete o impacto direto do petróleo na economia japonesa, que importa quase todo o combustível que consome.
Outras bolsas asiáticas importantes também fecharam no vermelho nesta terça-feira. Em Seul, na Coreia do Sul, o Kospi caiu 1,55% no retorno de um feriado local, enquanto o Taiex, em Taiwan, recuou 1,20%.
O mercado na China continental apresentou desempenho misto e Hong Kong teve leve alta. O índice Xangai Composto subiu 0,19%, mas o Shenzhen Composto caiu 0,45%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, registrou variação positiva de 0,07%.
Na Oceania, a bolsa da Austrália registrou queda marginal de 0,04% em Sydney. Apesar do recuo geral, as ações da mineradora BHP saltaram 2,7% depois que a empresa divulgou resultados financeiros acima do esperado por investidores.
Bolsas do Velho Continente abrem majoritariamente em queda. Às 7jh05, o Euro Stoxx 50, índice composto por ações de 50 das principais empresas da Zona Euro, recuava 0,48%, aos 6.499,15 pontos. A queda era acompanhada pelos mercados da Alemanha (-0,38%), de Paris (-0,37%) e de Milão (-0,56%).
Nos Estados Unidos, os principais índices amargaram perdas ontem (17). A baixa da sessão foi guiada pelo S&P 500, que tombou -0,52%, aos 7.745,06 pontos. Também recuaram os índices Dow Jones (-0,51%) e Nasdaq (-0,32%). O S&P 500 VIX, popularmente conhecido como o "índice do medo", subiu 4,74%.
Antes da abertura, ações mantém o desempenho negativo. As principais quedas no pré-mercado são guiadas pelas ações das empresas de chips. Micron, NVIDIA e Intel recuam 5,11%, 2,14% e 5,06%, respectivamente. Apple e Microsoft avançam menos de 1%.
A escalada do petróleo bruto é estimulada pelo fim do prazo para um acordo de paz no Oriente Médio. Acabou o prazo de 60 dias para que os Estados Unidos e o Irã fechassem um acordo definitivo envolvendo o programa nuclear iraniano.
Incerteza mantém cotação do petróleo acima de US$ 90. A cotação do Brent, referência internacional para o combustível, tem leve variação nesta manhã. Por volta das 7h01, os contratos com vencimento para outubro eram negociados em queda de 0,02%, por US$ 90,85.
O avanço nos preços do petróleo tem sustentado a inflação em patamares persistentes. Esse cenário de preços altos aumenta o risco de novas altas de juros pelos principais bancos centrais do mundo.
Os rendimentos dos títulos públicos europeus dispararam nas últimas horas. A taxa do bund alemão (título público da Alemanha) de dez anos atingiu o maior nível em 15 anos. O movimento de alta seguiu a tendência dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA). No Reino Unido, o rendimento do gilt (título britânico) de 30 anos bateu o recorde de três meses.
Os balanços financeiros de tecnologia, impulsionados pela inteligência artificial, ajudam a evitar quedas maiores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.