Ouro cai, mas bancos centrais aceleram compras; veja o motivo
Os bancos centrais voltaram a acelerar as compras de ouro, aproveitando a recente queda dos preços do metal.
O movimento ganhou força no segundo trimestre e ajuda a sustentar a perspectiva de alta do ouro no longo prazo, segundo análise do BTG Pactual.
Dados do World Gold Council mostram que os bancos centrais compraram 290 toneladas de ouro no segundo trimestre de 2026, contra apenas 57 toneladas nos três primeiros meses do ano.
A diferença chama atenção principalmente porque as compras aumentaram justamente depois da correção do ouro, que caiu de US$ 5.500 para US$ 4.000 por onça após a forte alta registrada durante o conflito no Oriente Médio.
A leitura dos analistas do BTG é que os bancos centrais estão aproveitando preços mais baixos para reforçar suas reservas.
China volta às compras A China é um dos principais exemplos dessa retomada.
O país comprou 15 toneladas de ouro em junho, o maior volume mensal desde outubro de 2023.
A aquisição representa uma aceleração significativa em relação ao início do ano.
Em janeiro, a China havia comprado apenas cerca de 1 tonelada.
O movimento também mostra que o preço parece ter influência importante sobre o ritmo das compras chinesas.
As aquisições haviam desacelerado em 2025, quando o ouro estava mais caro, e ganharam força novamente após a correção.
A Polônia também aparece entre os grandes compradores.
O país adicionou 82 toneladas no primeiro semestre, sendo 51 toneladas apenas no segundo trimestre.
Com isso, passou a ser o maior comprador de ouro entre os bancos centrais que divulgaram seus dados neste ano.
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