IPCA-15 indica deflação em agosto. Como afeta o bolso?
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação do Brasil, caiu 0,40% em agosto, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (26).
O indicador desacelerou bastante em comparação a julho, quando subiu 0,06%, e apontou uma deflação, isso é, uma redução dos preços e um o movimento inverso ao da inflação.
Além disso, o índice veio menor que a expectativa dos economistas.
A expectativa mediana das 26 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data apontava para uma baixa de 0,31%.
O piso das projeções era de -0,40% e o teto, de -0,18%.
Assim, ficou no piso das projeções.
Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,24%, ante 4,52% anteriormente.
A expectativa era de uma subida de 4,34%.
Nesse caso, o intervalo das estimativas coletadas ficou entre 4,27% e 4,48%.
Assim, ficou menor que o piso das previsões.
Diferença do IPCA-15 para o IPCA Apesar de ser chamado de “prévia da inflação” por supostamente antecipar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o IPCA-15 mede também a própria inflação, mas em um período diferente.
A principal diferença em comparação ao IPCA é que a “prévia” monitora a inflação entre os dias 15 de um mês e 15 do outro, enquanto a inflação “oficial” considera a inflação do início ao fim do mês.
Como a deflação impacta os juros? Em períodos de inflação alta, o instrumento usado pelo Banco Central para conter esse movimento é a Selic, a taxa referência para os juros da economia brasileira.
Assim, o BC eleva os juros para encarecer o crédito para os consumidores e as empresas e, com isso, reduzir o consumo e desacelerar a subida dos preços.
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