Casas Bahia: sindicato diz que houve 1,9 mil demissões em 2 dias
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), autora da ação que pediu a suspensão das demissões em massa das Casas Bahia, alegou no pedido inicial que cerca de 1,9 mil empregados foram demitidos em dois dias.
Nessa terça-feira (18/8), a juíza Katarina Mousinho de Matos, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região ( TRT-10 ), atendeu ao pedido da confederação e determinou a suspensão das demissões coletivas das Casas Bahia.
“Em 14 de agosto de 2026, tornou-se pública a informação de que o Grupo Casas Bahia havia encerrado 298 estabelecimentos comerciais, com desligamentos concentrados de aproximadamente 1,9 mil empregados entre os dias 13 e 14 de agosto de 2026.
As notícias contemporâneas indicaram que aproximadamente 600 empregados teriam sido desligados inicialmente e que outros 1.300 a 1.400 desligamentos ocorreriam ou estavam programados para o dia subsequente “, disse a CNTC na ação.
Leia também Grande Angular Juíza cita “incerteza de continuidade operacional” das Casas Bahia Grande Angular Casas Bahia: Justiça suspende demissões coletivas e restringe cortes A entidade ainda afirmou que não houve comunicação prévia com os sindicatos antes das demissões.
“A CNTC e entidades sindicais laborais foram surpreendidas com as informações referentes aos fechamentos e desligamentos”, frisou.
Ao analisar o pedido da confederação, a juíza do TRT-10 determinou que, em um prazo de cinco dias, a empresa deverá restabelecer provisoriamente os vínculos jurídicos e econômicos dos trabalhadores já demitidos, “reincluindo-os em folha para as parcelas salariais vincendas a partir da decisão e restabelecendo os benefícios contratuais correspondentes”.
Ainda na decisão, a juíza explicou que a medida não impede a empresa de, concluída a intervenção sindical, “adotar nova decisão empresarial de redimensionamento e, se for o caso, promover dispensas”.
“Exige-se somente que a decisão coletiva seja precedida de informação e oportunidade real de interlocução, antes de sua implementação” , escreveu.
Na ação, a CNTC também destacou que não pretende impedir a recuperação econômica da empresa, nem atribuir ao sindicato poder de veto sobre decisões empresariais.
“ Pretende preservar a prova do que ocorreu, impedir repetição do procedimento questionado e manter útil a intervenção sindical que o Supremo Tribunal Federal tornou obrigatória antes de uma dispensa em massa “.
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1 de 4 Loja das Casas Bahia Divulgação 2 de 4 Loja das Casas Bahia Divulgação/Casas Bahia 3 de 4 Grupo anunciou fechamento de lojas Divulgação 4 de 4 Divulgação Recuperação judicial No domingo (16/8), as Casas Bahia entraram com um pedido de recuperação judicial .
A varejista tem dívidas estimadas em R$ 17,3 bilhões.
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