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Economia

Repressão à cocaína abre nova frente de guerra na Colômbia

InfoMoney ·
Repressão à cocaína abre nova frente de guerra na Colômbia

Em uma clareira nas disputadas selvas do sul da Colômbia, ex-integrantes de uma temida milícia aguardam para descobrir se o presidente Abelardo de la Espriella permitirá que reconstruam suas vidas como civis ou se acabarão forçados a voltar à clandestinidade.

Os 86 homens e 13 mulheres são os únicos combatentes que se desmobilizaram durante a iniciativa de “Paz Total”, implementada pelo governo anterior.

O programa buscava convencer integrantes dos grupos armados financiados pelo tráfico de cocaína, estimados em cerca de 29 mil pessoas, a entregar as armas.

Eles ainda vivem em um conjunto de alojamentos simples onde receberam a promessa de seis meses de treinamento profissional, atendimento médico e apoio para iniciar uma nova vida.

De la Espriella e o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, classificaram o processo de paz como uma farsa.

O novo presidente colombiano começou a desmontar a estratégia de seu antecessor, Gustavo Petro, deixando o futuro dos ex-combatentes incerto.

Desde que assumiu o cargo, em 7 de agosto, lançou o que pode se tornar a maior ofensiva contra grupos armados ilegais em mais de uma década.

“Mostramos ao Estado que éramos capazes de entregar nossas armas”, disse Darwin Cuajiboy, de 32 anos, ex-integrante dos Comandos de la Frontera.

“Tememos que o novo governo simplesmente declare que tudo acabou.” Nos primeiros dias de mandato, o governo ordenou operações contra pelo menos três grupos armados ilegais.

Em uma ação próxima à fronteira com a Venezuela, no dia 10 de agosto, as Forças Armadas informaram ter matado dois supostos integrantes da guerrilha ELN.

Dias depois, os rebeldes responderam com um ataque de drone que matou ao menos um soldado.

Leia também Quem é a “Impressora Humana”, assistente de Trump pivô de ataques a jornalista Natalie Harp, assistente executiva do presidente dos EUA, foi uma das poucas pessoas do círculo íntimo dele a participar da troca secreta de aviões na Turquia; senador democrata fez insinuações sobre a relação entre os dois Irã devolve provocação de Trump e chama Califórnia de “novo território” iraniano Irã responde a Trump com mapa que chama Califórnia de “novo território” iraniano Enquanto isso, investidores tentam avaliar se a ofensiva poderá beneficiar setores como petróleo e mineração, historicamente prejudicados pela violência, e qual será o nível de apoio que a Colômbia receberá dos Estados Unidos.

A situação fiscal do país já era delicada antes do terremoto mais forte em 50 anos provocar cerca de US$ 10 bilhões em danos na semana passada.

A vitória apertada de De la Espriella também gera dúvidas sobre sua capacidade de implementar sua agenda.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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