Mulheres são minoria entre consumidores de seguros e aportam menos na previdência
A presença feminina no mercado de seguros já está bem consolidada, mas quando se trata das seguradas (pessoa física cuja vida, saúde, bens ou patrimônio estão protegidos pelo contrato de seguro), os números indicam que há pontos de melhora.
Segundo a 1ª Pesquisa FeMa Meter (2026), feita pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), as mulheres aparecem em menor proporção como titulares e consumidoras na maioria dos produtos de proteção financeira do mercado brasileiro.
O levantamento levou em consideração uma base de dados consolidada até 31 de dezembro de 2024.
De acordo com a Susep, autarquia federal que regula e fiscaliza o setor, a maior participação feminina foi vista na previdência privada aberta , chegando a 44,9% dos contratos.
Em contrapartida, a menor participação de seguradas foi identificada nos seguros climáticos e rurais, onde atingiu apenas 13,4% do total de contratantes.
Os dados da Susep mostram a seguinte diferença entre gêneros: Distribuição completa de contratantes, segundo dados da Susep.
Fonte: Relatório da 1ªPesquisa FeMa Meter Vale frisar que a pesquisa da Susep tem caráter puramente descritivo e não busca investigar os motivos por trás dos números.
Ao InfoMoney , a entidade disse que os dados servem como ponto de partida para mapear a situação atual e acompanhar sua evolução ao longo do tempo.
Leia também: Mulheres são 54% da força de trabalho dos seguros, mas só 28,5% na gestão executiva Renda menor afeta a contratação Outro ponto destacado pelos dados da Susep é a disparidade nos aportes e valores médios nas contratações por homens e mulheres.
Segundo o levantamento, na previdência privada aberta, por exemplo, a contribuição média masculina é de R$ 17.218, montante 30% superior à contribuição média feminina, que alcança R$ 13.187.
O cenário reflete barreiras econômicas mais amplas vivenciadas pelas consumidoras no dia a dia.
“A menor presença feminina como consumidora de seguros e previdência não é falta de interesse; é, em boa parte, reflexo de desigualdades econômicas que as mulheres ainda carregam”, pontua Camila Maximo, presidente da Sou Segura, associação sem fins lucrativos que promove a equidade de gênero no mercado de seguros brasileiro.
De acordo com Camila, com renda média menor que a dos homens e maior responsabilidade pelos cuidados da família, o orçamento fica mais pressionado, e seguro e previdência acabam sendo vistos como gastos que podem esperar.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.