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Desigualdade define capacidade de enfrentar incêndios no Pantanal

Campo Grande News ·
Desigualdade define capacidade de enfrentar incêndios no Pantanal

No Pantanal, o acesso a máquinas, trabalhadores e recursos financeiros cria condições muito diferentes para enfrentar os incêndios.

Pecuaristas conseguem responder ao fogo com maior autonomia, enquanto comunidades tradicionais dependem mais do apoio de instituições públicas e de redes de colaboração, segundo estudo publicado em julho deste ano no Journal of Pyrogeography.

A pesquisa constatou que pecuaristas tiveram probabilidade 67% menor de recorrer a instituições formais durante o enfrentamento dos incêndios, em comparação com integrantes de comunidades tradicionais.

Os resultados indicam que as desigualdades no acesso a recursos ajudam a moldar a capacidade de resposta ao fogo no Pantanal.

Intitulado Institutional dependence and social inequalities as drivers of collaborative wildfire response networks in the Pantanal wetland, em tradução livre, “Dependência institucional e desigualdades sociais como fatores das redes colaborativas de resposta aos incêndios no Pantanal”, o trabalho tem como primeiro autor André Valle Nunes, diretor de Programas e Projetos da Ecoa (Ecologia e Ação), e reúne 18 pesquisadores ligados a instituições brasileiras e estrangeiras.

Entre elas estão UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Embrapa Pantanal, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), USP (Universidade de São Paulo), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres), University College London e Universidade do Porto.

Pessoas ouvidas - Para entender como diferentes grupos se organizam diante dos incêndios, os pesquisadores entrevistaram 115 pessoas, 67 pecuaristas e 48 moradores de comunidades tradicionais, nos 16 municípios que compõem o Pantanal.

O estudo analisou a organização das redes de resposta ao fogo a partir, principalmente, das experiências com os incêndios de 2019 e 2020, considerados entre os eventos mais severos das últimas décadas na região.

As entrevistas semiestruturadas foram realizadas entre outubro de 2021 e fevereiro de 2022, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Foram levantadas informações sobre características das propriedades e comunidades, quantidade e tipo de máquinas disponíveis, número de trabalhadores, distância da cidade mais próxima, frequência de incêndios e comportamento diante das chamas.

Os entrevistados também foram questionados sobre quem procurariam em caso de incêndio nas proximidades, como vizinhos ou instituições formais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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