Cigarro e coração: por que cada tragada aumenta o risco de infarto e AVC
Quando pensamos nos danos causados pelo cigarro , o câncer de pulmão costuma ser a primeira imagem que vem à cabeça.
Mas existe outro órgão que sofre desde a primeira tragada: o coração.
Muito antes de aparecer qualquer sintoma, a fumaça do tabaco já provoca alterações na parede das artérias, favorece a formação de placas de gordura e aumenta a tendência de formação de coágulos.
É um processo silencioso que pode evoluir durante anos até se manifestar como um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC) .
Na Semana Nacional de Combate ao Fumo , vale lembrar que poucas atitudes têm impacto tão grande sobre a saúde cardiovascular quanto abandonar o tabagismo.
O cigarro agride as artérias a cada tragada A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas.
Muitas delas provocam inflamação e lesam o endotélio , a delicada camada que reveste o interior dos vasos sanguíneos.
Quando essa proteção natural é comprometida, as artérias tornam-se mais vulneráveis ao acúmulo de colesterol e ao desenvolvimento da aterosclerose .
Ao mesmo tempo, a nicotina aumenta a frequência cardíaca, eleva a pressão arterial e favorece a contração dos vasos.
Já outras substâncias presentes na fumaça estimulam a coagulação do sangue, facilitando a formação de trombos que podem interromper bruscamente a circulação para o coração ou para o cérebro.
Continua após a publicidade É por isso que o tabagismo está associado não apenas ao infarto, mas também ao AVC, à doença arterial periférica e a diversas outras doenças cardiovasculares.
Não existe quantidade segura Uma dúvida comum é se fumar apenas alguns cigarros por dia reduziria os riscos.
Infelizmente, a resposta é não.
Mesmo o consumo considerado leve já aumenta significativamente a probabilidade de eventos cardiovasculares.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.