Etip: o que é e como tratar essa complicação de preenchimentos com ácido hialurônico
O preenchimento com ácido hialurônico , mesmo a versão sintética, é um procedimento seguro e com baixo risco de reações alérgicas .
Isso porque esse composto faz parte do corpo humano, estando presente no tecido conjuntivo (que forma a derme da pele ), no líquido sinovial que preenche as articulações do corpo e até no humor vítreo , gel que preenche a cavidade de trás do olho . +Leia Também: Injetáveis na estética: o novo segredo dos rostos que parecem naturais Mesmo assim, ele não é totalmente livre de riscos .
Técnica, aplicação e produto fazem muita diferença no resultado do paciente.
E uma complicação pode ocorrer mesmo se nada der errado.
Uma das que mais tem chamado a atenção atualmente é o edema tardio inflamatório persistente , mais conhecido como Etip , que resulta em nódulos incômodos.
O quadro ganhou notoriedade após o relato da médica ginecologista Lilian Correa, que foi acometida por ele: Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Dra.
Lilian Correa | Ginecologia e Obstetrícia (@dra.liliancorrea) Saiba mais sobre como o Etip surge e como tratar: Continua após a publicidade Etip: o que é É uma reação adversa tardia ao preenchimento facial com ácido hialurônico (AH).
Caracteriza-se por um inchaço difuso na região onde o produto foi aplicado , deixando a área mais elevada, pesada e espessa.
Ao tocar, a pele pode parecer mais firme, mas não há bolinhas, caroço ou nódulo endurecido sob a pele .
Nesse cenário, o ácido hialurônico desencadeia uma reação inflamatória no tecido ao redor .
Isso faz com que toda a região retenha líquido e inche por igual , sem que o produto se aglomere em forma de caroços fechados (nódulos) ou bolsas fechadas de infecção/pus (abscessos) .
Continua após a publicidade A nomenclatura E tip surgiu em surgiu em 2017, com a publicação do artigo Edema tardio intermitente e persistente ETIP: reação adversa tardia ao preenchedor de ácido hialurônico , que tem autoria de médicas brasileiras.
“A intenção ao propor uma nomenclatura específica não foi criar uma entidade completamente independente do espectro das reações tardias ao ácido hialurônico”, afirma a médica radiologista Fernanda Cavallieri, que possui mais de 10 anos de experiência em Ultrassonografia Dermatológica e é a primeira autora do artigo.
“O objetivo era individualizar um padrão de apresentação dentro desse espectro , facilitando seu reconhecimento clínico, a comunicação entre profissionais e a comparação de casos, além de permitir a construção de evidência científica mais homogênea”, completa a também membro da Comissão Nacional de Ultrassonografia do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.