Aliado de Tarcísio supostamente ligado ao PCC, Milton Leite segue foragido após promessa de se entregar em 24h
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo alvo de operação policial por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Milton Leite (União Brasil) segue foragido após prometer se entregar em 24 horas.
Nesta quinta-feira (17), o ex-vereador foi alvo da Operação Vectura Corrupta , realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
A ação mirou uma rede criminosa suspeita de lavar dinheiro e infiltrar o PCC no sistema de transporte coletivo e na administração pública da capital paulista.
Leite foi o principal alvo da operação, teve a prisão decretada e, no mesmo dia, às 7 horas da manhã, prometeu se entregar dentro do prazo de 24 horas.
No entanto, o ex-vereador segue foragido.
Segundo informaram funcionários do local, à polícia, o político — que atualmente preside o diretório do União Brasil em São Paulo — deixou o imóvel na noite anterior sob a justificativa de cumprir compromissos de campanha.
Como não foi localizado nos endereços habituais, ele passou a ser tratado formalmente como foragido pelas autoridades de segurança.
A operação A operação marca a terceira fase de uma investigação que monitora os tentáculos da facção criminosa em contratos públicos.
Ao todo, as equipes saíram às ruas para cumprir: 16 mandados de prisão preventiva [1] 18 mandados de busca e apreensão em diversos endereços [1] Além de Milton Leite, a Justiça determinou a prisão de outras figuras públicas e empresários.
Entre os detidos na manhã de hoje estão o ex-presidente da SPTrans , Levi de Oliveira , e o candidato a deputado Danilo Morgado (PL).
Segundo as investigações do Ministério Público, o PCC utilizava o sistema de transporte coletivo de São Paulo para movimentar recursos ilícitos.
A apuração aponta fraudes sistemáticas em licitações e contratos com 12 empresas de ônibus que operam na capital.
A polícia também cumpre mandados contra o chamado “núcleo dos gravatas”, um braço jurídico composto por advogados suspeitos de atuar diretamente na blindagem e na defesa dos interesses financeiros e estruturais da organização criminosa dentro do poder público.
Quem é Milton Leite O ex-vereador deixou a Câmara no fim de 2024, após sete mandatos consecutivos.
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