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Economia

Sem remédios: Grupo EMS espera aval do Cade em setembro para aquisição da Medley

Exame ·
Sem remédios: Grupo EMS espera aval do Cade em setembro para aquisição da Medley

Em março deste ano, companhia fechou acordo de cerca de R$ 3,2 bilhões para comprar 100% da Medley, que pertencia ao grupo francês Sanofi

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve aprovar a aquisição da Medley pelo Grupo EMS até setembro, apurou o EXAME Insight . Em março deste ano, o Grupo EMS fechou um acordo de cerca de R$ 3,2 bilhões para comprar 100% da Medley , que pertencia ao grupo francês Sanofi .

Quem acompanha o negócio de perto diz que o Cade não deve exigir contrapartidas para autorizar a aquisição. É um mercado de muitos players. Sozinho, o Grupo EMS detêm cerca de 23% do mercado de medicamentos genéricos. Com Medley, essa fatia vai saltar para algo próximo de 30%. Será, com sobras, o maior competidor. Mas os 70% restantes estão nas mãos de empresas como Eurofarma , Neo Química , Germed , Pratti-Donaduzzi e Cimed . Apesar da existência de um player dominante, trata-se de um setor pulverizado com grandes empresas competidoras. Para se ter ideia, cerca de 90 farmacêuticas comercializam genéricos no Brasil. Mais de 60 são nacionais.

Com a edley, a EMS ganha escala — mas não domínio. Qualquer ponto percentual de participação é relevante — e só com a aquisição da Medley serão mais sete para a companhia —, mas não é tudo. Segundo dados da Anvisa, os genéricos representam mais de 40% das unidades comercializadas, com 2,3 bilhões de unidades por ano, mas somente 15% do faturamento do mercado farmacêutico.

Ou seja: é preciso diversificar. A EMS, que cresceu com oferta de medicamentos de alto volume e preços mais baixos, sabe disso. Em junho deste ano, o antigo Grupo NC passou por um reposicionamento e reuniu seus negócios farmacêuticos sob a marca Grupo EMS. Com sede em Hortolândia, no interior de São Paulo, e cerca de 12 mil funcionários, a companhia passou a se apresentar como um grupo farmacêutico com atuação que vai dos genéricos aos medicamentos de marca, passando pelo mercado hospitalar e por produtos de maior complexidade.

Allém disso, a compahia, que já tem operações fora do paús, busca aquisições que possam aumentar sua presença nesses mercados. México e Leste Europeu estão entre as regiões no radar.

A Medley também adiciona tamanho. A empresa faturou R$ 1,5 bilhão em 2025, o equivalente a quase 14% dos R$ 10,9 bilhões registrados pela EMS no mesmo período.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.

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