56% das horas trabalhadas no Brasil poderiam ser automatizadas, diz estudo
Enquanto países como Coreia do Sul, Singapura, Alemanha e Japão lideram a corrida global pela automação industrial, o Brasil ainda concentra o debate trabalhista em temas como o fim da escala 6×1 e o custo da contratação pela CLT.
Um levantamento do McKinsey Global Institute mostra que 56% das horas atualmente trabalhadas no país já poderiam ser automatizadas com a tecnologia disponível.
O avanço poderia destravar até US$ 135 bilhões na economia brasileira até 2030.
A Coreia do Sul lidera a automação industrial, com 1.220 robôs para cada 10 mil trabalhadores, seguida por Singapura, Alemanha e Japão.
Nas maiores economias do mundo, carros autônomos, lojas sem caixas, robôs de entrega e galpões operados por máquinas já fazem parte da rotina.
No Brasil, porém, a automação ainda avança em um ritmo diferente.
Debate brasileiro em outro eixo Enquanto grandes economias recorrem à automação para compensar a baixa produtividade e o envelhecimento da população, o debate brasileiro sobre trabalho ainda gira em torno de temas como o fim da escala 6×1, o custo da contratação pela CLT e a insegurança jurídica.
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“Quando você tem uma tecnologia disruptiva, que está ficando a cada dia mais barata e mais capaz, uma preocupação que eu tenho é que, nesse cenário, algumas ocupações tenham uma troca acelerada devido à relação entre custo e benefício”, afirmou um dos especialistas ouvidos na reportagem.
Amazon e o avanço da automação nos EUA Nos Estados Unidos, documentos internos da Amazon, revelados pelo jornal The New York Times, apontam para a meta de automatizar até 75% das operações da empresa.
Em galpões na Louisiana, cerca de mil robôs já reduziram pela metade a necessidade de novas contratações.
No Brasil, segundo um representante da companhia, esse modelo ainda não foi implementado.
“No formato que, como você citou da Louisiana, a gente não tem hoje uma operação similar no Brasil, como também não tem em muitos outros países e ainda não tem previsão para desenvolver.
O que a gente tem é cada vez mais implementação de tecnologias que facilitam o trabalho humano, que possibilitam um trabalho cada vez menos braçal, até mais seguro”, declarou.
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