MP do Rio faz ação contra bets ilegais que movimentaram R$ 1,4 bi em 4 anos
O Ministério Público do Rio de Janeiro cumpre hoje mandados contra suspeitos de integrar uma organização criminosa ligada a sites de apostas online e a golpes contra clientes.
Operação Aposta Suja cumpre sete mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia. Os alvos não tiveram seus nomes divulgados. A ação é conduzida pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência.
Mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa. O MP-RJ afirma investigar um grupo que exploraria ilegalmente o mercado de apostas online, as chamadas bets, e aplicaria golpes ao impedir clientes de sacar valores disponíveis nas contas.
Foram apreendidos veículos de luxo, aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie. Segundo o órgão, havia valores em moedas como dólar, euro, libra esterlina, peso chileno e sol peruano.
Investigação aponta que depósitos feitos por usuários eram direcionados a empresas de fachada. De acordo com o MP-RJ, as plataformas funcionariam sem a autorização necessária do Ministério da Fazenda e usariam esse fluxo para captar recursos das vítimas.
Esquema também teria usado conversão em criptoativos e remessas ao exterior para lavar dinheiro. O órgão diz que os valores seriam pulverizados em múltiplas contas e enviados para fora do país para depois reentrar na economia formal.
Relatório do Coaf apontou movimentação superior a R$ 1,4 bilhão entre 2022 e 2026. Segundo o MP, o documento reúne mais de 800 comunicações de operações suspeitas ligadas a empresas e pessoas investigadas.
Uma das empresas citadas teria movimentado mais de R$ 100 milhões de forma isolada. O órgão afirma que as apurações identificaram dezenas de milhões de reais em transações relacionadas ao grupo.
Operação teve apoio de órgãos de outros estados e do governo federal. O MP-RJ informou que contou com o CyberGAECO de São Paulo, o Gaeco da Bahia e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, que colaborou com as investigações.
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