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Especialista analisa impactos da “dupla jornada” na carreira das mulheres

CNN Brasil ·
Especialista analisa impactos da “dupla jornada” na carreira das mulheres

As mulheres no Brasil dedicam, em média, quase o dobro do tempo em comparação aos homens a atividades de cuidado não remuneradas.

Durante o Live CNN desta quarta-feira (19), Maíra Machado , socióloga e diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, analisou os impactos da chamada “jornada dupla” na vida das mulheres.

Os dados do IBGE , com base na PNAD Contínua de 2022, revelam uma diferença de 10 horas semanais, o que equivale a 40 horas a mais por mês , entre a jornada feminina e a masculina em atividades como afazeres domésticos, cuidado de filhos , idosos e pessoas com deficiência .

Leia Mais Estudo: afastamentos por violência contra mulheres mais que dobram em 2026 Autonomia financeira é prioridade para mulheres, diz estudo Estabilidade no trabalho é principal estratégia de saúde mental no Brasil Segundo Maíra, os números retratam apenas a execução das tarefas, mas existe uma dimensão ainda maior que não é contabilizada.

“Tem também algo que é feito essencialmente por mulheres, que é o trabalho de gestão dos cuidados , a responsabilidade por esses cuidados”, afirmou.

Ela exemplificou: quando uma criança adoece, é a mulher quem, na maioria das vezes, falta ao trabalho remunerado para prestar o cuidado necessário.

Ela explicou que esse fenômeno leva o nome de “ carga mental “ .

“Que é feito como se fosse algo natural, que é a mulher que tem que fazer”, disse.

Impactos no mercado de trabalho A sobrecarga com os cuidados tem reflexos diretos na trajetória profissional das mulheres .

Ainda de acordo com os dados do IBGE, a taxa de participação no mercado de trabalho de mulheres com crianças de até 6 anos é de 56% .

Entre os homens com filhos nesta mesma faixa etária, o índice chega a 89% .

Já entre mulheres sem filhos pequenos, a taxa sobe para 66% , ainda significativamente inferior à masculina, cujo índice é de 82% Maíra apontou que as desigualdades salariais agravam ainda mais esse cenário.

“As mulheres ganham em média 15% a 20% menos que os homens .

E, quando a gente fala de mulheres negras é ainda mais evidente, homens brancos ganham 54% mais do que mulheres negras “, afirmou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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