Sem ChatGPT: Sam Altman diz que ainda lida com e-mails manualmente
Mesmo liderando uma das maiores empresas de IA do mundo, o CEO da OpenAI, Sam Altman , afirmou que mantém o hábito de lidar com seus e-mails manualmente , em vez de pedir aos bots que assumam essa tarefa.
O assunto foi abordado por ele durante o episódio mais recente do podcast de David Senra, disponibilizado no domingo (23).
Abrir a caixa de entrada, navegar pelas mensagens recebidas e respondê-las sem o auxílio de ferramentas inteligentes são tarefas que o executivo diz realizar com frequência, embora tenha recursos como o Codex à disposição.
O comportamento é diferente de outros CEOs, que já se renderam aos bots.
“Trabalhar e ser produtivo” Segundo Altman, a opção por seguir cuidando manualmente de seus e-mails pode ser explicada pela psicologia.
Evitar delegar tarefas à IA desperta algo em sua mente que aumenta a sensação de produtividade , mesmo em caso de trabalhos repetitivos que se tornariam mais rápidos caso assumidos pelos bots.
O chefe da desenvolvedora do ChatGPT admitiu que o ideal seria delegar ao Codex algumas das principais tarefas rotineiras , como transferir dados entre apps e concluir sua lista de tarefas; Capaz de gerenciar diferentes fluxos de trabalho em um PC , o agente de IA foi criado originalmente para auxiliar na criação, revisão e teste de códigos, utilizando modelos avançados da OpenAI; Porém, ele reconhece que mudar tal comportamento, deixando o bot autônomo cuidar de parte do seu trabalho, tem sido difícil; “Existe algo em minha mente que está codificado, que faz esse tipo de coisa, o que significa trabalhar e ser produtivo”, explicou, no programa.
Altman associa o hábito de gerenciar os emails manualmente com a produtividade. (Imagem: juststock/Getty Images) Enquanto ele resiste à mudança, o CEO da Siemens, Roland Busch, pede auxílio à IA para responder e-mails que exigem textos mais longos.
Ao Business Insider , ele contou que recebe cerca de 200 mensagens a cada dia, com a maioria delas dependendo de respostas curtas como “Ok” ou “Não”.
Já o CEO da Klaviyo, Andrew Bialecki, recorre à inteligência artificial para fazer resumos das informações abordadas nos e-mails recebidos diariamente .
Esses são apenas alguns dos casos de executivos que automatizaram ou delegaram tarefas aos bots em suas caixas de entrada, segundo a publicação.
Transição para a IA será demorada No podcast, Altmam também disse que errou ao prever que a IA mudaria a rotina das pessoas rapidamente .
Ele destaca não ter levado em consideração os hábitos tecnológicos extremamente arraigados como um importante obstáculo para ampliar a presença dos bots.
“Acho que isso é positivo (as pessoas continuarem fazendo as mesmas coisas) em muitos aspectos e fará com que essa grande transição que temos pela frente seja mais suave e lenta, e sou grato por isso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.