Desenvolvido para autoridades, vírus usado para invadir iPhones se populariza entre criminosos
Sistemas de invasão digital de alta precisão , antes restritos a governos e grandes operações de espionagem, continuam se espalhando sem controle para o cibercrime comum.
Coruna e DarkSword , programas projetados para invadir celulares iPhone, saíram das mãos dos criadores originais e ganharam escala global.
O movimento, observado no início do ano, acelerou nos últimos meses.
Atualmente, os criminosos utilizam versões modificadas das ferramentas para roubar senhas de empresas e esvaziar carteiras de moedas digitais.
A proliferação marca uma mudança relevante no universo da segurança digital.
Há poucos anos, ferramentas capazes de furar as defesas do sistema iOS exigiam investimentos milionários e ficavam restritas a agências estatais.
O kit Coruna , por exemplo, reúne 23 falhas de segurança e teve um custo estimado entre 30 e 40 milhões de dólares.
O sistema foi criado por uma divisão de tecnologia militar dos Estados Unidos e, depois, acabou vendido no mercado clandestino.
Já o DarkSword , feito para atingir versões recentes do sistema operacional do iPhone (como o iOS 18), tem origens ligadas a uma empresa de vigilância do Oriente Médio que encerrou as atividades.
Análises da empresa de segurança iVerify revelaram, inclusive, que o nome da ferramenta veio de uma linha de código interna do próprio programa usada para capturar senhas de redes Wi-Fi.
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