O bom malandro Don L faz sua estreia no ‘Tiny Desk Brasil’
O Tiny Desk Brasil lança nesta terça, 20, o episódio com Don L .
Para a gravação, o rapper cearense chegou ao escritório do Google, em São Paulo, com um presente para a equipe: As Veias Abertas da América Latina (1971), de Eduardo Galeano .
Para a apresentação, trouxe CARO Vapor II — qual a forma de pagamento? (2025), matéria-prima do repertório.
Conhecido como o “rapper favorito do seu favorito” ou “o bom malandro” e indicado ao Grammy Latino 2026 na categoria de Melhor Álbum de Música Urbana em Língua Portuguesa , Don L é um dos nomes mais sofisticados do rap brasileiro contemporâneo.
Em sua obra, referências a Belchior , Itamar Assumpção , Dorival Caymmi e Ederaldo Gentil se encontram com cadências que transformam o capitalismo tardio, a identidade latino-americana e o colonialismo cultural em temas tão urgentes quanto dançantes.
Quarto álbum solo de Don L , CARO Vapor II dá continuidade ao projeto iniciado 12 anos antes, em 2013, com a coletânea Caro Vapor — Vida e Veneno de Don L .
Entre os dois volumes, o rapper desenvolveu a trilogia reversa Roteiro pra Aïnouz .
O trabalho de 2025 parte do samba-jazz e percorre a bossa nova, o baião, o funk e o amapiano, aproximando referências da MPB de sonoridades do Sul Global.
O álbum conquistou o Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira 2026 na categoria Melhor Lançamento de Rap/Trap .
Na mesinha, músicas como “ Para Kendrick e Kanye ” e “ Dias de Verão ” ganham versões que colocam à prova a força das composições sem os recursos de produção do estúdio.
Para o Tiny Desk , Don L reuniu uma banda especialmente para o formato: Alt Niss e Terra Preta nos vocais de apoio; Fejuca na guitarra e na direção musical; Murilo Teixeira nos teclados; Dennys Silva na percussão; Érica Silva no baixo; Pé Beat na bateria; Sintia Piccin no saxofone e na flauta; e Richard Fermino no barítone e no trompete.
A apresentação conta ainda com a dançarina Gabb Cabo Verde .
Adaptar um rap construído sobre trechos de gravações, colagens e experimentação eletrônica ao ambiente intimista do projeto trouxe um desafio que o artista descreveu assim: “A instrumentação no rap tem que ser feita de um jeito diferente.
Então tem que ter toda uma malandragem ali para a bateria não ir pro rock ‘n’ roll.
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