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Ampliação do Farmácia Popular é bem recebida pelo setor, mas telessaúde gera críticas

Futuro da Saúde ·
Ampliação do Farmácia Popular é bem recebida pelo setor, mas telessaúde gera críticas

Ministério da Saúde propõe inserção de biometria contra fraudes no Farmácia Popular, inclusão de serviços e telessaúde

O Ministério da Saúde iniciou as reuniões do grupo de trabalho para discutir a ampliação do Programa Farmácia Popular. Reunindo representantes da pasta, da indústria farmacêutica, de conselho de classe e de drogarias, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE) apresentou os principais eixos que devem entrar na pauta da ampliação.

Telessaúde, exames diagnósticos, monitoramento de pessoas com doenças crônicas e biometria como forma de reduzir fraudes no programa foram alguns dos eixos propostos. As próximas reuniões, ainda sem data marcada, devem servir para trazer mais detalhes sobre cada uma das propostas.

Vista como um importante passo para o reconhecimento do setor, a ampliação do Farmácia Popular é positiva, na avaliação de entidades que estiveram presentes na reunião. O potencial de utilização do programa, como parceiro do Sistema Único de Saúde (SUS) e da atenção primária, é considerado enorme. No entanto, o ponto de maior divergência é a telessaúde, que ainda precisará de esclarecimentos e detalhamento.

“É um absurdo ter teleconsulta dentro da farmácia. Nesse modelo, aquele que vende o medicamento também vai prescrevê-lo. Se isso é possível, os médicos também deveriam poder vender medicamentos dentro dos seus consultórios. Isso vai contra qualquer ética, porque tem conflito de interesse”, afirma Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos ( Sindusfarma ).

Para além das propostas do Ministério, as farmácias e a indústria farmacêutica possuem demandas próprias, como melhor remuneração pelos medicamentos dispensados e simplificação do processo de renovação da adesão ao programa. Também defendem maior celeridade no processo de suspensão e na retomada à normalidade, em caso de suspeita de irregularidade.

“Estamos falando de potencial muito importante de pensar a farmácia não tão somente como o ponto de entrega na dispensação do medicamento, mas também ultrapassar um pouco essa perspectiva. Estamos falando em triagem, monitoramento, orientação, identificação de situações, por exemplo, que mereçam encaminhamento para uma unidade básica de saúde”, afirma Rafael Oliveira Espinhel, presidente executivo da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma), que representa 14 mil farmácias independentes do Brasil.

O Farmácia Popular é considerado um dos programas mais exitosos da saúde. O governo federal custeia integralmente 41 itens, entre medicamentos, fraldas geriátricas e absorventes, utilizando a capilaridade das farmácias de todo o Brasil para fazer a distribuição. Dados do Ministério da Saúde apontam 24 milhões de pessoas atendidas e um investimento de R$ 4,7 bilhões em 2026.

Por isso, a ampliação é vista de forma positiva.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.

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