Oposição tenta articular reunião com Motta e Alcolumbre para reagir a pacto com Lula
Parlamentares de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentam marcar uma reunião com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar impedir que o Congresso avance com propostas que têm sido citadas como bandeiras eleitorais pelo petista.
Lula e Flávio são os principais candidatos à Presidência da República.
O Congresso deve realizar, na semana que vem, o último período de votações antes das eleições, em outubro.
Leia também 30 shows, 1 palco: como as residências artísticas dominaram a indústria da música A nova temporada de Harry Styles no Madison Square Garden faz parte de uma tendência que, segundo alguns críticos, transfere para os fãs os custos das turnês Fim da taxa das blusinhas será analisada na próxima semana, diz Alcolumbre Segundo ele, a comissão mista que trata do tema será instalada na terça-feira e, depois, o tema será votado Motta e Alcolumbre se reuniram nessa quarta-feira com Lula e fecharam um acordo para avançar com diversas iniciativas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto.
Depois do aceno ao petista, parlamentares bolsonaristas também querem se reunir com os chefes das duas Casas Legislativas.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse ao GLOBO que há previsão de que a reunião aconteça na próxima semana.
“Vamos falar com os presidentes (da Câmara e do Senado) na semana que vem.” Lula, Motta e Alcolumbre anunciaram depois do encontro de quarta que a Medida Provisória que acaba com a chamada “taxa das blusinhas” terá todas as votações do Congresso concluídas na semana que vem.
Também foram anunciados acordos para votar no plenário do Senado o projeto de lei que regulamenta a exploração dos minerais críticos e o projeto que estabelece o Redata, o plano nacional de incentivos para o setor de data centers.
Em relação à proposta de emenda à Constituição (PEC) que dá fim à escala de trabalho 6×1 e a chamada PEC da Segurança, que reforça o papel da União na área, o acordo é que os relatórios sejam analisados pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas sem menção à votação no plenário.
Parlamentares da oposição tentam barrar principalmente o avanço das duas PECs.
É evitado um discurso contra o mérito das medidas, que possuem apelo popular, mas a avaliação é que elas são complexas e deveriam ser analisadas de forma menos célere e fora do período eleitoral.
Apesar de indicar avanço, o presidente do Senado evitou falar em concluir a tramitação na semana que vem e disse, após a reunião com Lula, que as duas propostas “merecem, sim, o debate, o diálogo, a discussão e a deliberação”.
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