Falha no NVIDIA NemoClaw permite que hackers assumam controle de agentes de IA
Pesquisadores de segurança da Oasis Security revelaram uma falha crítica no NVIDIA NemoClaw , ferramenta utilizada para rodar o agente autônomo OpenClaw .
A brecha possibilita que invasores assumam o controle total do servidor de inteligência artificial (IA) do usuário sem exigir qualquer tipo de autenticação.
Para que a invasão ocorra, é necessária apenas uma única visita da vítima a uma página fraudulenta na web.
A vulnerabilidade foi catalogada oficialmente como CVE-2026-65105 em relatório publicado nesta terça-feira (25).
A Nvidia recebeu o relatório antes de sua publicação; até o momento, não houve patch de correção.
O sistema da NVIDIA usa o programa Ollama para processar modelos de IA diretamente no computador do usuário, sem enviar dados para a internet.
Para proteger a máquina, o NemoClaw cria um ambiente isolado chamado OpenShell , que funciona como uma sala separada para o agente trabalhar.
No entanto, para conectar essa área de trabalho ao modelo de processamento de linguagem, a ferramenta destrava os canais de rede de forma ampla e deixa a porta de entrada acessível para conexões externas.
A brecha de rede e o desvio no navegador Durante a instalação, o programa exibe uma mensagem informando que funciona apenas no endereço fechado do computador.
Na prática, o serviço passa a aceitar requisições vindas de fora da máquina.
O servidor de IA opera sem senha, pois contava com filtros automáticos do navegador para barrar páginas maliciosas.
A vulnerabilidade se instala porque, ao liberar a comunicação para toda a rede, o sistema desativa automaticamente a principal barreira de segurança.
Com a proteção fragilizada, os criminosos aplicam uma técnica de redirecionamento no site fraudulento em que a página engana o navegador para fazê-lo reconhecer a conexão externa como se fosse uma comunicação interna da máquina.
O navegador autoriza o tráfego e entrega o controle do sistema de IA aos invasores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.