Deputada argentina pede investigação sobre passagem de Flávio Bolsonaro pelo país
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A deputada argentina Marcela Pagano, do partido Coherencia, enviou nesta quarta (28) uma denúncia à Promotoria Federal de Puerto Iguazú para pedir a investigação da entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina para seguir aos Estados Unidos . O documento solicita que se apure se agentes públicos facilitaram a operação.
Segundo a migração argentina, o senador entrou no país com a esposa e filhas às 22h50 de terça-feira (27). Flávio usou um passaporte italiano e embarcou com a família em um voo privado para o Equador, de onde seguiu para Miami, nos Estados Unidos. Ele desembarcou na cidade americana nesta quarta (28), apesar de estar proibido de deixar o Brasil por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
A denúncia reproduz uma declaração feita na manhã da terça (27) pela autoridade migratória argentina, segundo a qual não havia registro de entrada de Flávio nem plano de voo que incluísse sua família. Pagano pede que as informações prestadas pelo órgão sejam confrontadas com os registros da fronteira e do aeroporto.
A deputada solicita a preservação de imagens de câmeras, registros migratórios, listas de passageiros e documentos sobre a contratação do avião. Também pede o acionamento da Interpol, do Ministério das Relações Exteriores e da autoridade argentina responsável pela cooperação penal com o Brasil, além da cooperação do STF e da Polícia Federal brasileira.
Pagano afirmou à coluna que o governo argentino só reconheceu a passagem de Flávio pelo país às 2h de quarta-feira, quando o avião já estava no ar. "Isso não é transparência: é administrar a informação até que o fato esteja consumado", diz a deputada.
Segundo ela, a denúncia busca esclarecer quem organizou a passagem de Flávio pela Argentina e se os controles de entrada e saída do país foram burlados. "A fronteira e os aeroportos não estão sob a responsabilidade da prefeitura de Puerto Iguazú nem da província de Misiones, mas do governo nacional do presidente Javier Milei ."
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