Crítica | Jessie Ware se alia a Stuart Price para a nostálgica e quente sensualidade de “Sauna”
Jessie Ware tem tido uma carreira impressionante não apenas em sua terra natal, o Reino Unido, como no restante do planeta – tendo alcançado fama mundial ao se apresentar em diversos festivais ao redor do mundo. Já nos tendo agraciado com sua presença, Ware encontrou um espaço de pura expressão artística e talento inegável ao alcançar um patamar prestigiado com o lançamento de ‘What’s Your Pleasure’ , compilado que a catapultou aos holofotes através de faixas eximiamente bem construídas e performadas, mergulhando em uma elegante, sedutora e apaixonante jornada fonográfica.
Pouco depois, a cantora e compositora se lançou a esquadrinhamentos mais sensuais e despojadas com o irretocável ‘That! Feels Good!’ , que ocupou o primeiro lugar da nossa lista de Melhores Álbuns de 2023 . Apostando fichas no disco , no funk , no R&B e no synth , a artista reencontrou-se com a beleza da ocupação que se dispôs a ter para não só manter-se fiel a algo que já havia explorado, mas abrindo espaço para outras aventuras. Três anos depois de sua última obra, ela retornou aos holofotes com um antecipado sexto compilado de originais, intitulado ‘ Superbloom ’ , que foi lançado em abril deste ano e que contou com ótimos singles promocionais – incluindo “I Could Get Used to This” , “I Ride” e “Automatic” .
Quatro meses mais tarde, Ware mostrou que ainda não havia terminado com sua nova era musical e nos presenteou com a oficialização de uma das faixas mais quentes do álbum como single : “Sauna” . Acompanhada de um dos videoclipes mais despojados e envolventes da discografia da performer – e que denota uma espécie de modernização em relação à estética que vem desenvolvendo desde o álbum de 2020 -, a canção reúne todas as incursões que já nos agraciou ao longo de sua carreira, desde o synth-pop , passando pelo techno-wave e culminando no hi-NRG , em uma exploração coesa e vibrante da sensualidade de que sempre falou com tanta propriedade.
Ware é conhecida por um trabalho de composição exímio, que mergulha em duplos sentidos, ambiguidades, ironias e sarcasmos deliciosamente bem elaborados que aparecem em cada uma de suas produções – e isso não seria diferente em “Sauna” .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cinepop.com.br — o conteúdo pertence a CinePOP.