Alta do endividamento de famílias acompanha avanço da dívida bruta
O percentual de famílias brasileiras endividadas bateu recorde em julho, enquanto a dívida bruta do país avançou em junho.
Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e do Banco Central mostram que 82% das famílias tinham dívidas em julho, enquanto a Dívida Bruta do Governo Geral, a chamada DBGG, chegou a 81,9% do Produto Interno Bruto em junho.
Segundo o Banco Central, a DBGG, que compreende os governos federal, estaduais e municipais, chegou a 81,9% do PIB (R$ 10,8 trilhões) em junho.
O percentual representa alta de 0,9 ponto percentual em relação a maio e o maior nível desde a pandemia do coronavírus, em 2021.
Eis a íntegra das estatísticas fiscais de junho do BC (PDF – 383 kB).
RAIO-X DAS DÍVIDAS FAMILIARES Além disso, dados divulgados pela CNC apontam que o número de famílias que relataram ter dívidas a vencer com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa alcançou 82% em julho.
É o maior patamar da série histórica.
Eis a íntegra dos dados da CNC (PDF – 1 MB).
De acordo com o levantamento, houve avanço de 0,4 ponto percentual em relação aos 81,6% de junho.
O resultado indica maior comprometimento da renda das famílias e pode pressionar a capacidade de consumo.
O percentual de famílias que se consideram muito endividadas recuou de 17,2% em junho para 17,1% em julho.
Já a parcela das que se consideram pouco endividadas aumentou de 34,2% para 35% no mesmo período.
A proporção de lares com contas em atraso caiu de 29,9% para 29,8%.
O tempo médio de atraso nos pagamentos caiu pelo 3º mês consecutivo e ficou em 64,6 dias, o menor patamar desde dezembro de 2025.
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