Dados de emprego nos EUA e dúvidas sobre futuro das taxas dos títulos estão no radar
A agenda do dia é fraca tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos nesta quinta-feira (20).
Os investidores acompanham os pedidos de seguro-desemprego nos EUA, em busca de indicações sobre como o mercado de trabalho tende a pressionar a inflação e os juros no país.
Os indicadores futuros de ações americanas caíam começo do dia, enquanto os rendimentos dos títulos públicos americanos aumentavam.
As dúvidas sobre o futuro das taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos continuam, após o Tesouro anunciar que dobrará as recompras de títulos com vencimentos em 10, 20 e 30 anos nos próximos meses, para aliviar a pressão sobre os rendimentos.
A medida aconteceu após o rendimento do título público americano de 30 anos disparar para o nível mais alto em 20 anos, no começo desta semana.
Contudo, alguns analistas continuam pessimistas e acham que o alívio no mercado de títulos não vai durar muito tempo.
A avaliação é que os juros de longo prazo dos títulos do Tesouro dos EUA devem subir por causa do déficit orçamentário sem sinais de melhora e dos gastos com defesa aumentando com a guerra entre o país e o Irã.
A cotação do petróleo subia pela quinta sessão seguida nesta quinta-feira, após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, prometer uma "guerra econômica" contra o Irã e sanções financeiras para seus apoiadores.
As medidas novas ampliam o isolamento do país, aumentam os riscos do conflito escalar e da oferta de petróleo ser interrompida.
Nesse ambiente, a inflação segue pressionada.
Apesar disso, a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) ontem não mudou as apostas dos investidores de manutenção dos juros na próxima reunião, em setembro.
No Brasil, os investidores seguem acompanhando a campanha eleitoral, que tende trazer volatilidade aos ativos em meio aos resgates dos investidores estrangeiros.
A expectativa de parte dos analistas é que a debandada dos estrangeiros perca um pouco de força, após uma forte fuga na semana passada.
Contudo, uma recuperação sólida das ações brasileiras pode demorar, com a aproximação da eleição. *Com Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.
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