Brasil consolida parceria estratégica com uma das principais potências petrolíferas da América Latina
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a presidente do México, Claudia Sheinbaum (Morena), discutiram nesta sexta-feira (14) a ampliação da cooperação entre Brasil e México no setor de petróleo e gás.
Em videoconferência, Lula reiterou o interesse brasileiro em manter o cronograma de negociações estabelecido em 2025 para a parceria entre a Petrobras e a Petróleos Mexicanos (Pemex).
O entendimento prevê cooperação técnica e estratégica em atividades de exploração e produção de petróleo e gás, além de intercâmbio de conhecimentos entre as duas companhias.
Também estão previstos estudos relacionados a processos industriais e aos marcos regulatórios do setor de hidrocarbonetos.
A aproximação coloca em contato duas das principais empresas petrolíferas estatais da América Latina.
A Pemex produziu, em média, 1,635 milhão de barris diários de hidrocarbonetos líquidos em 2025.
No mesmo período, a companhia registrou produção média de 3,677 bilhões de pés cúbicos de gás natural por dia.
A dimensão das reservas também ajuda a explicar a importância estratégica do México para o setor energético regional.
Segundo dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o país possuía 5,136 bilhões de barris de reservas provadas de petróleo em 2024.
Já o relatório anual mais recente da Pemex contabiliza 5,35 bilhões de barris de reservas provadas de petróleo bruto e condensados ao fim de 2025, além de 11,03 trilhões de pés cúbicos de reservas provadas de gás seco.
Grande parte da atividade petrolífera mexicana está concentrada no Golfo do México.
Dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) indicam que cerca de 70% das reservas mexicanas estavam localizadas em áreas offshore, principalmente na Bacia de Sureste.
Em 2025, a Pemex informou ainda ter incorporado 12,2 milhões de barris de óleo equivalente às reservas provadas após atividades de exploração que resultaram na descoberta dos campos Konen e Iklum e na extensão do campo Bakte.
Além da exploração e produção, a estatal mexicana possui forte atuação no refino.
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