Dólar sobe após discurso de presidente do Fed; Bolsa avança, apesar da pressão externa
O dólar subiu 0,63% nesta sexta-feira (28) e fechou o dia a R$ 5,196.
Investidores reagiram a um discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), Kevin Warsh, soobre combate à inflação no país.
Apesar da pressão externa, a Bolsa fechou em alta.
Em pregão instável, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário, passou boa parte da tarde no campo negativo, mas reverteu o sinal e encerrou o dia com avanço de 0,30%, aos 175.664 pontos.
Na semana, o dólar registrou avanço de 1,05%, enquanto a Bolsa subiu 2,71%.
No ano, a moeda registra queda de 5,9%, e a Bolsa, alta de 8,7%.
Durante o encontro promovido em Jackson Hole, nos EUA, Warsh afirmou que a instituição terá trabalho a fazer caso a inflação americana continue acima da meta.
A fala reforçou a perspectiva de uma política monetária mais restritiva, em um momento em que a taxa de juros está na faixa entre 3,5% e 3,75%.
A perspectiva de juros mais altos favoreceu ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro americano, e pressionou mercados emergentes.
O foco do pregão esteve no exterior, com investidores repercutindo o simpósio anual do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) em Jackson Hole.
O evento teve discurso do presidente da instituição, Kevin Warsh.
Segundo Warsh, o banco central dos EUA terá trabalho a fazer caso a inflação do país não retorne à meta de 2%.
“Este é o meu critério: devemos estar confiantes de que a inflação está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente.
Caso contrário, temos trabalho a fazer.
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