Fim de uma era? Saiba por que eclipses solares totais não vão mais acontecer no futuro
Daqui a mais de 600 milhões de anos, a Terra vai perder um dos espetáculos mais impressionantes do céu.
Uma transformação que já está em curso, embora imperceptível para nós, acabará mudando para sempre a forma como Sol, Lua e Terra se alinham.
A existência do eclipse solar total depende de uma coincidência: vista da Terra, a Lua apresenta um tamanho aparente muito próximo ao do Sol.
No entanto, o resultado desse alinhamento varia conforme a distância do nosso satélite natural em relação ao planeta.
No eclipse parcial, apenas uma fração da estrela é coberta.
No anular, a Lua está mais distante e parece pequena demais para ocultar todo o disco solar, deixando exposto um anel luminoso.
Já no total, a Lua encobre o Sol por completo para quem está dentro da faixa atingida pela sua sombra mais escura, revelando a coroa solar.
Há ainda o eclipse híbrido, um tipo raro em que o fenômeno varia entre anular e total dependendo da localização do observador.
Um eclipse solar anular ocorre quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol, mas não está perto o suficiente do planeta para ocultar todo o disco solar.
Crédito: timeanddate.com Nesta quarta-feira (12), um eclipse solar total é observado em partes do Ártico, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal, enquanto outras regiões da Europa, África e América do Norte enxergam apenas a versão parcial.
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