Dólar sobe a R$ 5,16 e Bolsa despenca 2,5% após ata do Copom e cenário eleitoral
O dólar fechou em alta de 1,02%, a R$ 5,164, nesta terça-feira (11), com investidores repercutindo a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, e os dados de inflação de julho.
A ata reforçou a avaliação de que a inflação continua pressionada e que os juros precisam permanecer em nível elevado para desacelerar a economia. Já o IPCA de julho, embora tenha desacelerado para 0,07%, veio acima das expectativas.
A pesquisa eleitoral que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais de 13 pontos à frente de Flávio Bolsonaro (PL) e a redução da recomendação do banco JPMorgan para ações brasileiras também pesaram sobre os ativos domésticos.
O cenário pressionou também a Bolsa, que recuou 2,50%, aos 167.874 pontos, com grande parte das ações no território negativo.
A Bolsa encerrou o dia no menor nível desde 20 de janeiro de 2026, quando o índice terminou o pregão aos 166.276 pontos.
No ano, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, acumula alta de 4,18%, mas o avanço já foi maior. Na máxima de 2026, quando chegou a 198.557 pontos, o índice acumulava alta de 23%.
O dólar, por sua vez, fechou no maior valor desde 3 de julho, quando encerrou o pregão a R$ 5,168. No ano, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 5,90%.
Durante o pregão desta terça-feira (11), os investidores repercutiram a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, divulgada pela manhã. O documento afirmou que a inflação continua pressionada pela demanda e que esse cenário exige a manutenção dos juros em nível suficientemente elevado para frear a atividade econômica.
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