Ibovespa despenca 2,5% e dólar salta 1% com cenário eleitoral e alerta do JP Morgan
O Ibovespa despencou nesta terça-feira, 11, e ampliou a sequência de quatro pregões de queda com uma nova sessão de forte aversão ao risco. O principal índice da B3 fechou em baixa de 2,50%, aos 167.874,64 pontos, após oscilar entre a mínima de 167.568,94 e a máxima de 172.385,51 pontos. O volume financeiro somou R$ 23,6 bilhões.
A deterioração foi disseminada, dos 78 papéis que compõem o Ibovespa, 69 terminaram o pregão em baixa , quatro ficaram estáveis e apenas cinco subiram.
A divulgação da pesquisa CNT/MDA, que mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) nos cenários de primeiro e segundo turno, também trouxe novamente as eleições para o centro das decisões dos investidores.
Ao mesmo tempo, o mercado digeriu a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o IPCA de julho, enquanto acompanhou a volatilidade dos preços do petróleo e das negociações envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.
O movimento brasileiro foi mais intenso do que o observado no exterior. O dólar à vista disparou 0,98%, a R$ 5,161, depois de oscilar entre R$ 5,098 e R$ 5,178. A moeda americana se valorizou mesmo com o dólar praticamente estável no exterior, em um sinal de aumento do prêmio de risco específico do Brasil.
Para Marcos Praça, diretor de análises da ZERO Markets Brasil, a sessão foi marcada por uma reprecificação do risco doméstico.
“O mercado brasileiro teve uma sessão de forte aversão ao risco nesta terça-feira, com a combinação entre cenário eleitoral, juros elevados e piora da percepção de investidores estrangeiros provocando um sell-off nos ativos locais”.
Segundo Praça, o movimento ganhou força após a pesquisa CNT/MDA e foi reforçado pelo rebaixamento do Brasil pelo JP Morgan. “A queda da bolsa veio acompanhada pela valorização do dólar mesmo com o DXY praticamente estável, movimento consistente com uma deterioração específica do risco brasileiro e saída de recursos do mercado local”, afirma.
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