TSE reúne ministros para discutir regras sobre IA e deepfakes nas eleições
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reúne seus ministros nesta terça-feira (18) para discutir o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026 e esclarecer o alcance das regras sobre deepfakes na campanha eleitoral .
O encontro está marcado para ocorrer às 18h, antes da sessão plenária, no gabinete do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques , que remarcou a reunião, inicialmente prevista para a última quinta-feira (13) .
Segundo apurou a CNN Brasil , a tendência é que os ministros reiterem a proibição do uso de deepfakes no processo eleitoral e busquem uniformizar o entendimento sobre quais situações devem se enquadrar nessa vedação.
Leia Mais TSE reverte decisões contra Lula e expõe isolamento de Kassio e Mendonça Nunes Marques diz que trabalho da imprensa é "essencial" para as eleições TSE aceita ação contra Lula por abuso em homenagem no Carnaval do Rio O tema tem sido uma das prioridades da gestão de Nunes Marques à frente do TSE.
Ao assumir a Corte, em março, o ministro já apontava a inteligência artificial e os deepfakes como um dos principais desafios do tribunal nas eleições gerais deste ano.
A expectativa é que, após o entendimento entre os ministros da Corte ficar mais alinhado, Kassio paute para julgamento a ação apresentada pelo PT contra a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.
A ação questiona um vídeo produzido com inteligência artificial e exibido durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio.
No evento, foi usada uma recriação digital do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarando apoio ao filho.
Uso de IA não é totalmente proibido As normas aprovadas pelo TSE para o pleito deste ano não estabelecem proibição geral ao uso de inteligência artificial: a exigência central é a transparência.
Sempre que a propaganda utilizar conteúdo sintético, criado ou significativamente alterado por IA ou tecnologia equivalente, o responsável deve informar, de forma explícita e acessível, que o material foi fabricado ou manipulado, além de indicar a tecnologia empregada.
A obrigação vale para textos, imagens, vídeos e áudios, e alcança alterações que criem, substituam, omitam, mesclem ou sobreponham imagens e sons.
A identificação, porém, não torna o material automaticamente regular: o conteúdo ainda precisa respeitar as demais regras eleitorais, como a proibição de divulgar informações falsas ou gravemente descontextualizadas que comprometam a integridade do processo.
Segundo esse entendimento, também é vedado o uso de deepfakes para prejudicar ou favorecer candidaturas .
É esse ponto que os ministros da Corte devem buscar esclarecer com mais precisão na reunião desta terça-feira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.