Lula joga Master no colo de Bolsonaro, mas ex-líder de seu governo é investigado
Presidente chamou caso de um dos maiores escândalos de corrupção do país e disse que Master foi criado no governo Bolsonaro
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O presidente Lula (PT) classificou o caso envolvendo o Banco Master como um dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil e atribuiu ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro a criação da instituição financeira.
Em entrevista à Rádio Tupi nesta sexta-feira, 18, Lula também tomou para si a prisão de Daniel Vorcaro , fundador do Master.
“Eles criaram um banqueiro e eu tornei prisioneiro. É porque o Master não era banco, foi a família Bolsonaro que fez ele virar banco. Ele virou banco no governo Bolsonaro e ele virou prisioneiro no meu governo” , afirmou.
Lula disse ainda que as investigações revelaram uma relação “promíscua” envolvendo o banqueiro.
“Você está vendo agora as gravações do telefone do Vorcaro, o quanto ele está enterrado até o pescoço nessa relação promíscua que levou ao escândalo econômico de corrupção na história do Brasil” , disse.
A declaração ocorre enquanto um ex-líder do governo Lula no Senado está entre os políticos investigados no caso Master.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) continua sendo investigado no caso. Em junho, ele foi alvo de buscas autorizadas pelo ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal (STF) , no âmbito da Operação Compliance Zero.
Documentos da investigação apontam que a Polícia Federal apura a relação de Wagner com Augusto Ferreira Lima , ex-sócio de Vorcaro, e possíveis vantagens econômicas e atuação do senador em interesses relacionados ao banco.
Wagner também foi intimado a prestar depoimento à PF sobre as suspeitas. A investigação ainda está em andamento e não representa condenação ou conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do senador.
A declaração de Lula ocorre em meio à disputa política sobre as responsabilidades pelo caso Master. O senador Rogério Marinho (PL-RN) tem questionado a atuação da Polícia Federal e cobrado que as investigações avancem também sobre as relações de Vorcaro com integrantes do atual governo.
Nesta sexta-feira, 18, Marinho afirmou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues , precisa explicar por que a corporação “parece agir para proteger aliados do governo do PT” .
O senador também questionou a ausência, segundo ele, de um relatório sobre a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , após sete meses de investigação.
“Andrei precisa explicar por que a PF parece agir para proteger aliados do governo do PT. Sete meses sem relatório sobre Lulinha, proximidade com Lula e suspeita de blindagem não são detalhe. A Polícia Federal não pode ser aparelhada!” , escreveu nas redes sociais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.