MS era base de esquema que movimentou R$ 300 milhões em perfumes árabes com ajuda de influencers
Operação mira grupo ligado a perfumes árabes que movimentou R$ 300 milhões Perfumes árabes que entravam clandestinamente no Brasil pela região de fronteira em Mato Grosso do Sul eram armazenados em depósitos e depois distribuídos para diferentes regiões do país.
Para chegar aos consumidores, o grupo investigado usava redes sociais, marketplaces e plataformas de comércio eletrônico, além de contar com a divulgação feita por influencers, segundo as investigações da Receita Federal e dos Ministérios Públicos Federal e de Mato Grosso do Sul.
O esquema é alvo da Operação Perfume de Mulher, deflagrada nesta terça-feira (22), com 16 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco.
Uma pessoa apontada como responsável pela coordenação das atividades também teve a prisão determinada pela Justiça. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp De acordo com os investigadores, os produtos eram comprados no Paraguai e entravam no Brasil de forma irregular por Ponta Porã (MS).
Depois, os perfumes eram levados para depósitos clandestinos.
Inicialmente, segundo a investigação, a estrutura de armazenamento ficava em Campo Grande.
Com o crescimento da operação, outros centros de distribuição passaram a funcionar em São Paulo e Pernambuco.
A partir desses locais, os produtos eram enviados para consumidores e revendedores de diferentes estados.
Grupo se apresentava como referência em perfumaria árabe Nas redes sociais e em um dos sites usados pelo grupo, os investigados se apresentavam como uma grande referência na venda de perfumes árabes no Brasil.
A empresa também teria uma rede de revendedores espalhada pelo país.
A divulgação dos produtos era feita principalmente pela internet, segundo os investigadores.
Influencers também teriam participado da promoção dos perfumes para alcançar mais consumidores.
Local onde um dos mandados é cumprido na capital Caio Tumeleiro / Reprodução Apesar da aparência de um comércio regular, as investigações apontam que o grupo utilizava documentos para tentar dar legalidade às mercadorias que haviam entrado no país de forma irregular.
Entre as irregularidades identificadas estão notas fiscais consideradas inidôneas e declarações de conteúdo falsas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.