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Haddad no Itamaraty? Rumores agitam bastidores do novo governo Lula

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Haddad no Itamaraty? Rumores agitam bastidores do novo governo Lula

Fernando Haddad como futuro ministro das Relações Exteriores? O nome começou a circular nos corredores do Itamaraty depois da vitória do presidente Lula no segundo turno, e causou surpresa e até perplexidade. Num período que alguns dentro da casa chamam de "temporada de balões de ensaio", os cenários para o governo Lula 4 começaram a aparecer, enquanto o comentário generalizado é de que o atual ministro, Mauro Vieira, em seu segundo mandato à frente do Itamaraty, gostaria de permanecer no cargo.

O Ministério das Relações Exteriores não costuma ser uma pasta cobiçada em negociações para a formação de novos governos e, no caso do presidente Lula, é um ministério tratado com especial cuidado. Trata-se de um assunto de que o chefe de Estado gosta, no qual se envolve ativamente em algumas situações e sobre o qual, segundo diplomatas ouvidos pela coluna, entende bastante.

Fontes próximas a Haddad negaram à coluna que o ex-ministro — derrotado na eleição para o governo de São Paulo por Tarcísio de Freitas — esteja sendo cotado para o posto. "Zero", foi a resposta de uma das fontes procuradas.

A continuidade de Vieira é considerada pouco provável, mas não impossível. O ministro, segundo a coluna apurou, tem manifestado interesse em permanecer no cargo; a dúvida é saber se Lula compartilha desse interesse.

Existe uma demanda por mudança e renovação geracional em relação a todo o governo, e, no caso do Itamaraty, ela também é forte — em meio a intensas críticas por problemas de gestão dentro da casa, por exemplo, em matéria orçamentária. Alguns acreditam que Vieira poderia continuar em uma transição mais gradual para um novo comando. Outros acham que Lula vai querer mudar o comando do Itamaraty logo de cara.

Os nomes, em caso de mudança, são vários, a grande maioria de dentro da casa. Um dos mais cotados é o do embaixador Mauricio Lyrio, atual Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente, também envolvido em temas comerciais. Lyrio foi sherpa (representante do presidente) no G20, continua sendo no Brics e é um dos principais técnicos do Brasil na difícil negociação sobre tarifas com os Estados Unidos. O embaixador negociou na COP30 e é visto como um dos que receberam missões desafiadoras por parte de Lula e entregaram bons resultados.

Um dos possíveis cenários comentados entre diplomatas é o de que Lyrio assuma como secretário-geral do Itamaraty para, depois de um ou dois anos, passar a ocupar o posto de ministro. O secretário-geral é o segundo cargo mais importante da casa.

Outro nome forte é o do embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30 e um dos diplomatas mais experientes em matéria de clima do Itamaraty. Corrêa do Lago é muito respeitado pelo presidente e sua entrega na COP30 recebeu elogios no Palácio do Planalto. Iniciativas como o mapa do caminho para eliminar os combustíveis fósseis e o Mutirão Global contra as Mudanças Climáticas foram marcos na história das COPs.

Muitos se perguntam se Lula, que vem defendendo a escolha de uma mulher como nova secretária-geral das Nações Unidas, não preferirá uma embaixadora como chanceler, algo que o Brasil nunca teve.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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