JPMorgan vê expansão, novos produtos e eficiência como motores para setor de saúde
O JPMorgan vê perspectivas positivas para o varejo farmacêutico e o setor de saúde após realizar seu 20º Fórum Checkup, destacando oportunidades de ganho de participação, expansão de lojas, novos produtos e melhora operacional.
Entre as empresas acompanhadas pelo banco, a RD Saúde ( RADL3 ) aparece como um dos principais destaques.
A companhia pretende conquistar cerca de 100 pontos-base de participação de mercado por ano e já mapeou entre 800 e 900 potenciais novos pontos para expansão.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa oscila com preocupações sobre Irã-EUA no radar Bolsas dos EUA avançam à espera de balanço de Nvidia e dados de inflação A administração também considera exageradas as preocupações com a concorrência dos marketplaces.
O Mercado Livre já procurou a RD, mas a companhia recusou a aproximação por enquanto.
Para a empresa, o impacto do comércio eletrônico tende a ser menor em medicamentos do que em produtos de higiene e cuidados pessoais, devido à maior complexidade logística, às margens menores e às restrições específicas do segmento.
Outro destaque foi o avanço dos medicamentos GLP-1, que já representam cerca de 12% das vendas da RD.
A companhia espera que a entrada de novos fabricantes de semaglutida melhore as condições de compra e vê potencial para margens acima de 20% na categoria no longo prazo.
O JPMorgan também destacou oportunidades de aumento de eficiência, com uso de inteligência artificial em áreas como desenvolvimento de software e atendimento ao cliente.
Segundo a RD, bots já resolvem cerca de 78% das interações.
Pague Menos ( PGMN3 ) O JPMorgan vê os medicamentos GLP-1 como uma importante oportunidade de crescimento de longo prazo para a Pague Menos.
Segundo a administração, a categoria tem caráter estrutural, apoiada pela alta prevalência da obesidade e pelo lançamento de novas moléculas.
A companhia também espera que o aumento da concorrência entre fabricantes de semaglutida melhore as condições comerciais para as farmácias.
A digitalização continua sendo uma prioridade.
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