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Lula amplia ataques na campanha e ações eleitoreiras ante subida de Flávio

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Lula amplia ataques na campanha e ações eleitoreiras ante subida de Flávio

Pressionado pelo crescimento — ou resiliência — de Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral, o presidente Lula adotou duas medidas: ações de impacto eleitoral, como o reajuste de 15% no Bolsa Família, e ataques redobrados ao adversário. Mesmo com as denúncias em torno do dinheiro que pediu e recebeu do banqueiro preso Daniel Vorcaro, Flávio tem subido ponto a ponto nas pesquisas, diminuindo a distância contra o petista até chegar ao empate técnico , como revelou o Datafolha nesta quinta-feira.

A campanha de Lula tem monitorado, em pesquisas qualitativas e quantitativas, os principais problemas e críticas apontados pelos eleitores contrários a ele. O que mais aparece é a economia doméstica, com preços altos dos alimentos. Na quarta-feira, 16, em Ceilândia (DF), o presidente chegou a falar que o custo de vida não estava bom e que a questão precisava melhorar, mas comparou o crescimento da inflação dos alimentos em seu governo e na gestão de Jair Bolsonaro: "O nosso foi quatro vezes menor", tem repetido à exaustão, falando que o placar é 54% de Bolsonaro contra 13% dele. E tem anunciado que, no ano que vem, vai zerar os impostos da cesta básica.

No mesmo molde do que fez Jair Bolsonaro em 2022, o presidente Lula decidiu, pela primeira vez em seu governo, subir os valores do Bolsa Família a menos de três semanas da eleição. O piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, mês do primeiro e segundo turnos. O reajuste de 15% abre o pacote de bondades do governo.

Uma delas foi anunciada ainda na noite de ontem, em Minas: segundo o petista, as canetas emagrecedoras serão distribuídas pelo SUS . Em poucos minutos, a campanha já tinha preparado material para distribuir nas redes com as notícias, com declarações do presidente no ato de rua que ele realizou em Montes Claros. "Elas vão ampliar o acesso ao tratamento da obesidade, sempre com muita responsabilidade e protocolos médicos rigorosos, e proporcionar maior qualidade de vida para a população", diz o perfil do petista no X.

Como o fim da escala 6x1 está empacado no Congresso, o presidente tem usado outros temas de apelo popular para a campanha. Se manifesta contra as bets, dizendo que, se dependesse dele, proibiria a jogatina, e anuncia que terá uma decisão sobre o assunto para dar mais segurança às famílias e evitar o endividamento. Ele tem se reunido com pessoas que se endividaram, perderam bens e família, e adoeceram com o vício em jogos. As pesquisas qualitativas da campanha reforçam o que pesquisas de opinião pública mostram: os eleitores querem melhor regulação ou o fim desse tipo de jogo.

Mas, para a campanha, diferentemente da medida popular do Bolsa Família, o cenário mais confortável é aquele em que o presidente critica as bets, mas não toma, por ora, nenhuma medida às pressas antes da eleição. A avaliação é que, nessa disputa ponto a ponto, o presidente não pode abrir flancos para ser criticado. Uma medida dura contra bets, sem todos os estudos de impacto necessários, abriria uma avenida para essas críticas .

O QG de Lula acompanha a opinião dos brasileiros sobre bets com atenção.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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