Casa de Gal Costa é vendida por R$ 6,7 milhões e encerra disputa por herança; entenda
Quase quatro anos após a morte de Gal Costa, a casa onde a cantora viveu no Jardim Europa, em São Paulo, foi vendida por R$ 6,7 milhões.
A negociação foi revelada nesta sexta-feira (21) pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
O imóvel havia sido colocado à venda por R$ 10 milhões no fim de 2024, mas o preço foi reduzido até a conclusão do negócio.
O valor será dividido igualmente entre Gabriel Costa, filho da artista, e Wilma Petrillo, que viveu com Gal por décadas e reivindicava o reconhecimento como companheira da cantora. (Foto: Divulgação/Esquema Imóveis) A história faz lembrar outro caso recente envolvendo uma fortuna bilionária.
Anita Harley, principal acionista individual da Pernambucanas, sofreu um AVC em 2016 e está em coma desde então .
Enquanto isso, duas mulheres disputam até hoje o reconhecimento de vínculos com a empresária e os possíveis efeitos sobre seu patrimônio.
O caso deu origem à série documental O Testamento , exibida na Globoplay. (Foto: Divulgação/Esquema Imóveis) Embora as situações sejam distintas (Gal morreu em 2022 e Anita está viva), elas expõem um problema semelhante: quando uma relação não foi formalizada e a própria titular do patrimônio já não pode manifestar sua vontade, pode caber à Justiça decidir se havia vínculo afetivo de fato.
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Então por que a disputa? Show da cantora Gal Costa na abertura da 12ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) (Fernando Frazão/Agência Brasil) No caso de Gal, a controvérsia ganhou ainda outra camada: a cantora chegou a fazer um testamento em 1997, quando ainda não tinha filhos.
O documento destinava seu patrimônio à criação da Fundação Gal Costa de Incentivo à Música e Cultura, cuja gestão ficaria a cargo de cinco primas da cantora.
Duas delas, Verônica e Priscila Silva, chegaram a pedir na Justiça que o testamento voltasse a valer, alegando que Gal teria sido coagida por Wilma Petrillo a revogá-lo em 2019.
Mas o cenário mudou desde que o documento foi escrito.
Em 2007, Gal adotou Gabriel, que passou a ser seu herdeiro.
Ao negar o pedido das primas, a Justiça entendeu que o testamento de 1997 havia sido rompido com a entrada do filho na família.
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