EUA aplicam restrições de visto contra sul-africanos que cometem 'racismo' contra brancos
Vídeo usado por Trump sobre África do Sul não é o que ele diz ser O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (15) que vai restringir vistos de cidadãos estrangeiros acusados de praticar discriminação racial contra afrikaners, uma comunidade de brancos sul-africanos descendentes principalmente de holandeses, alemães e franceses. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O tema já havia sido motivo de tensões entre o governo de Donald Trump e a África do Sul.
No ano passado, o presidente norte-americano acusou o país africano de cometer violência contra afrikaners.
Os EUA também acolheram integrantes da comunidade em território americano.
Por trás da disputa está uma lei aprovada pelo Congresso sul-africano para tentar corrigir o desequilíbrio na distribuição de terras no país.
Dados apontam que os brancos possuem três quartos das terras agrícolas de propriedade plena da África do Sul.
Por outro lado, os negros dominam apenas 4% dessas áreas, embora representem mais de 80% da população.
Em 2025, Trump disse que o governo sul-africano estava "confiscando terras" e tratando "certas classes de pessoas" de forma injusta.
Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo norte-americano continua "profundamente preocupado com crimes motivados por questões raciais" na África do Sul.
Segundo ele, o governo sul-africano promove discriminação contra afrikaners e outras populações minoritárias, "incluindo legislação discriminatória baseada em raça, ameaças de desapropriação de terras sem indenização e incitação à violência racial por meio de cantos e slogans desumanizantes".
Por esse motivo, Rubio afirmou que os EUA estão adotando uma nova política de restrição de vistos.
Segundo o comunicado, serão afetados: cidadãos estrangeiros responsáveis ou cúmplices na elaboração ou implementação de leis ou políticas que permitam desapropriações de terras sem indenização; responsáveis por discriminação baseada em raça e/ou por incitação à violência iminente contra integrantes de grupos étnicos ou raciais minoritários na África do Sul.
"Os Estados Unidos não permitirão que esse tipo de comportamento continue sem resposta.
Essas ações prejudicam diretamente a paz, a estabilidade econômica e o Estado de Direito, além de serem incompatíveis com os pilares da política externa americana", afirmou.
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