Presidente de estatal aeroespacial fala sobre lançamento de foguete em Alcântara que terminou em queda no mar
Conforme noticiado pelo Olhar Digital , a empresa sul-coreana InnoSpace realizou o primeiro voo de teste do foguete suborbital SEBIT no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão , na tarde de quarta-feira (19), às 16h30 (horário de Brasília).
A missão tinha como foco central avaliar a estabilidade do veículo no ar, testar seus sistemas em condições reais e reunir dados que possam orientar as próximas etapas do projeto.
No entanto, o teste precisou ser interrompido antecipadamente após a detecção de um problema durante a subida.
O SEBIT é um veículo suborbital de estágio único alimentado por um motor híbrido da classe de três toneladas.
A ignição inicial ocorreu sem anormalidades na plataforma da InnoSpace, seguida pela decolagem.
No entanto, conforme o veículo avançava na atmosfera, apresentou um desvio em relação à trajetória prevista.
De acordo com um comunicado da Agência Espacial Brasileira (AEB), para evitar riscos e manter a integridade da operação, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS, na sigla em inglês), seguindo os procedimentos de segurança adotados no centro de lançamento.
O acionamento do dispositivo interrompeu o voo de forma controlada, e o foguete caiu em uma área marítima previamente definida como zona de segurança, na costa brasileira.
O evento não deixou feridos nem provocou danos materiais.
Foguete SEBIT, da Innospace – Imagem: Reprodução/X/Innospace A apuração sobre as causas do incidente já está em andamento.
Em entrevista ao Olhar Digital , o presidente da Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (ALADA), Sergio Roberto de Almeida, ressaltou que os fatores que levaram à alteração da rota estão sob investigação minuciosa: “O que aconteceu está sendo objeto de investigação pelos órgãos competentes.” Coleta de dados e o valor dos testes no setor espacial Apesar do encerramento precoce, o ensaio permitiu a coleta de informações sobre diferentes sistemas envolvidos na operação, incluindo a plataforma de lançamento, a propulsão, os sistemas de guiagem, navegação e controle (GNC) e o rastreamento do veículo.
De acordo com o presidente da ALADA, a intercorrência registrada no Maranhão faz parte do processo natural de aprendizado e validação de tecnologias aeroespaciais de ponta.
Almeida lembra que mesmo as maiores referências do setor passaram por ciclos semelhantes até atingirem o êxito operacional.
“Como se trata de um voo de teste, os dados coletados serão analisados pelas equipes técnicas e contribuirão para o aprimoramento das próximas etapas.
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