Flávio Dino retira sigilo de decisões e ‘prova dos nove’ será feita pelos fatos
A quebra do sigilo da fonte jornalística virou uma gritaria danada.
Ataques acusando censura, autoritarismo, ataque à imprensa.
Mas a gora, Flávio Dino retirou o sigilo de três decisões que ajudam a explicar o que está por trás da investigação.
E aí acaba a fofocaiada.
A primeira decisão trata da atuação de um agente da Polícia Federal infiltrado para repassar informações à ORCRIM.
A segunda, da prisão do aparente coordenador de ações de obstrução e coação na investigação sobre o homicídio de um empresário ligado à organização.
A terceira decisão trata de medidas contra o financiamento, por meio de emendas parlamentares, de empresas ligadas à ORCRIM.
Mas o mais importante está no que Dino chama de um “ecossistema empresarial criminoso” destinado ao desvio de recursos públicos, inclusive emendas parlamentares federais.
Segundo o despacho, o ponto de partida foi um homicídio ocorrido no Maranhão em 2022, supostamente relacionado à cobrança de propinas em contratos públicos.
E não para aí.
A investigação aponta medidas de obstrução da Justiça que teriam ocorrido desde os primeiros passos da apuração até junho de 2026.
Segundo o despacho, estariam envolvidos policiais federais e civis, advogados e políticos, entre eles um senador da República.
Também aparecem suspeitas envolvendo vagas e indicações para o Tribunal de Contas do Maranhão.
Ou seja, estamos falando de uma investigação que vai muito além de um jornalista e sua fonte.
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